A solidão urbana

A solidão urbana

Filme de Cristiano Burlan revela um homem atormentado e perdido no turbilhão de uma cidade

postado em 15/09/2015 00:00
 (foto: Charlene Rove/Divulgação)
(foto: Charlene Rove/Divulgação)


O personagem central de Fome, filme do cineasta Cristiano Burlan, é o crítico de cinema, ensaísta, roteirista, professor aposentado da Escola de Comunicação e Arte da USP, diretor e escritor Jean-Claude Bernardet, que já se aventurou como ator em mais de 15 filmes.

Pelas entranhas da turbulenta São Paulo, um velho homem abandona todos os fantasmas do passado e perambula pelas ruas paulistanas, invisível. Pelo trailer, em preto e branco, percebe-se um velho homem sem rumo, carregando consigo apenas as migalhas do capitalismo num carrinho de supermercado. E é nesse roteiro urbano que o personagem se questiona: ;Depois que se viu a morte, é possível morrer de amor por alguém?; E é esse processo de construção e desconstrução que o personagem de Bernardet carrega na trama de Burlan.

O elenco
Jean-Claude Bernardet, Ana Carolina Marinho, Henrique Zanoni, Juão Nin, Gustavo Canovas, Adriana Guerra, Rodrigo Sanches e Francis Vogner. Classificação indicativa: 10 anos.

O diretor
Cristiano Burlan nasceu em Porto Alegre, em 1975. É diretor de cinema e teatro. Na década de 1990, morou em Barcelona, onde dirigiu o grupo de cinema experimental Super-8. Em São Paulo, esteve à frente do grupo de teatro A Fúria. Sua filmografia contém mais de 15 títulos, entre ficções e documentários.

É professor da Academia Internacional de Cinema, AIC. A maior parte de sua filmografia participou de importantes festivais, como os de Havana, de Málaga e de Toronto, entre outros.

Seu documentário mais recente, Mataram meu irmão, foi o grande vencedor do festival É Tudo Verdade 2013, reconhecido com os prêmios de Melhor Filme do Júri Oficial e da Crítica, do 40; Festival Sesc de Melhores Filmes, com o Melhor Documentário do Ano, e o Prêmio do Governador do Estado de São Paulo como Melhor Filme.

Cristiano Burlan também é diretor de Hamlet, filme que entrou em cartaz nos cinemas em 2015. Atualmente desenvolve um novo projeto, Elegia de um crime.





Democracia

;Inesquecível o dia em que meu filme O país de São Saruê voltou ao
Festival, em 1979, depois de nove anos proibido pela censura.
Para mim, era o país voltando ao Estado de Direito;

Vladimir Carvalho,
cineasta



PROGRAMAÇÃO (dia 17)

10h
Teatro Newton Rossi (Sesc Ceilândia), Teatro Paulo Autran (Sesc Taguatinga), Teatro Paulo Gracindo (Sesc Gama)
Festivalzinho ; livre
Mostra de filmes de curta-metragem com temática infantil em parceria com a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis

11h
Kubitschek Plaza Hotel, acesso livre
Debate com as equipes dos filmes das mostras competitivas exibidos na noite anterior no Cine Brasília

14h30
Kubitschek Plaza Hotel, acesso livre
Fórum de coprodução internacional
Mesa 3: Acordo e práticas de coprodução.

14H30
Cine Cultura Liberty Mall, sala 4
Mostra Competitiva (reprise)
Command Action, de João Paulo Miranda Maria, 13min, SP (14 anos)
À parte do inferno, de Raul Arthuso, 22min, SP (14 anos)
A Família Dionti, de Alan Minas, 97min, RJ (Livre)

17h
Cine Brasília, entrada franca
Mostra Brasília ; Troféu Câmara Legislativa do DF
Setor complementar, de Tiago Rocha dos Santos, 20min24 DF, (livre)
Como se voasse para casa, de Wesley Gondim, 15min, DF (livre)
Alma palavra alma, de Delvair Montagner e Armando Bulcão, 90min, DF, 2014
Cine Cultura Liberty Mall, sala 4
Mostra Panorama Brasil
Mais do que eu possa me reconhecer, de Allan Ribeiro, 72min, RJ (livre)

18h30
Arapuanga, Planaltina ; Praça do Colégio Dna. América, Quadra 10K, Conj. C ;
acesso livre
Exibição de filmes pelo Cinema Voador
Mário Fontenelle: a oração silenciosa, de Pedro Jorge de Castro, 2014 (livre)
Tapete vermelho, de Luiz Alberto Gal Pereira, 2005 (livre)

19h
Cine Cultura Liberty Mall, sala 4
Mostra Continente Compartilhado
Bollywood dream ; O sonho bollywoodiano, Beatriz Seigner, Índia/EUA/Brasil, 2012 (livre)

20h30
Cine Brasília Mostra Competitiva
Tarântula, de Aly Muritiba e Marja Calafange, 20min, PR (16 anos)
Rapsódia para o Homem Negro,
de Gabriel Martins, 24min, MG (12 anos)
Fome, de Cristiano Burlan,
90min, SP (10 anos)

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