Brasília-DF

Brasília-DF

por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 17/09/2015 00:00


A culpa é das estrelas

Os parlamentares de outros partidos não têm mais dúvidas: depois de os petistas tirarem o apoio à Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, não serão as demais legendas que vão encampar a recriação do imposto do cheque. Isso quer dizer que, daqui para frente, tudo o que Dilma quiser levar ao Congresso, será de bom tom acertar primeiro com o partido dela. Afinal, se um político não tem apoio ;em casa;, não será na ;rua; que vai obter. Lula hoje dirá isso com todas as letras a Dilma e seus ministros.

Constrangimento
Dilma Rousseff anda afastada do ministro da Defesa, Jaques Wagner. Embora seja o melhor que ela tem ao seu lado hoje em termos de equilíbrio e diálogo com os partidos, Wagner passou pelo desconforto de ver a presidente lhe olhar com ar de reprimenda. Foi na reunião com os governadores, quando o ministro mencionou que, se os chefes estaduais quisessem a CPMF, que ajudassem a elevar a alíquota em 0,18%.

Ao vivo e a cores
Os aliados do governo acenderam todos os alertas para acompanhar os próximos passos de Eduardo Cunha depois que o presidente da Câmara foi cobrado pela oposição no plenário da Casa quais seriam os passos dos pedidos de impeachment. E o pior é que, na avaliação do Planalto, os deputados fiéis ao governo morderam a isca e terminaram discutindo o tema. O foco tem que ser saída da crise e não a de Dilma. Mas, se até Dilma já trata abertamente do tema, não são os deputados que vão se calar.

Por falar em impeachment...
O PSDB tem feito diversas reuniões em Brasília para tratar do tema. Na noite de terça-feira, um jantar com integrantes de vários partidos oposicionistas concluiu que ninguém tem segurança de levar o projeto avante nesse momento em que PSDB e PMDB permanecem divididos sobre o assunto. Sorte de Dilma, que vai ficando.

Engenheiros & obras feitas
Os parlamentares estão convencidos de que o maior erro da presidente Dilma Rousseff nos últimos dias foi apresentar a proposta de recriação do imposto do cheque, ainda que provisório, com os cortes. Antes disso, deveria ter extinguido cargos, ministérios e deixado o governo no osso, para, aí sim, mais à frente, propor novos impostos. Sem respeitar a ordem dos fatores, não vai.

;A oposição não está fazendo uma discussão técnica e sim política. O imposto foi criado por Fernando Henrique Cardoso;

Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara, referindo-se à CPMF

Ciro afiado e prestigiado/
A presença de petistas na filiação de Ciro e Cid Gomes ao PDT não deixou dúvidas de que o ex-ministro da Integração Nacional de Lula será uma das opções do PT, caso o Partido dos Trabalhadores perca as condições de lançar um candidato a presidente da República.

Assim, ao telefone/ O deputado Sílvio Costa (foto), um dos maiores aliados de Dilma Rousseff no Congresso, conversava com um ministro ao telefone dia desses, e falava para quem quisesse ouvir: ;A turma dele só vota contra a gente aqui, ministro. Então demite e põe os nossos!”

E o muso respondeu/
O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) passou o dia ouvindo gracinhas dos colegas por causa do apelido de ;muso do impeachment;. Ao deputado Sílvio Costa, que lhe conferiu o título, Vieira Lima foi direto: ;Se a Dilma pode ser a sua musa, por que eu não posso ser o muso?;

E as campanhas, hein?/
Os deputados acompanharam da sala de cafezinho toda a sessão do STF que discutia o financiamento das campanhas políticas. Ali, a maioria é a favor da contribuição empresarial. No Senado, não. Portanto, o STF é quem dará a última palavra.

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