Cid condenado, Ciro ataca

Cid condenado, Ciro ataca

Depois de a Justiça sentenciar o ex-ministro da Educação a pagar R$ 50 mil a Eduardo Cunha, o irmão dele critica presidente da Câmara

postado em 17/09/2015 00:00

O ex-ministro da Educação Cid Gomes foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal a pagar R$ 50 mil a título de indenização por danos morais ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em razão de uma declaração feita em fevereiro. Durante evento realizado na Universidade Federal do Pará, Cid acusou a Câmara dos Deputados de ter entre 300 a 400 achacadores. Ontem, o irmão dele, Ciro Gomes, na primeira entrevista após se filiar ao PDT, declarou que Cunha é ;o maior vagabundo de todos;.

Ciro afirmou que ficou impressionado com a velocidade que a Justiça proferiu a decisão. ;Primeiro, eu fico muito impressionado com a agilidade desse juiz. Eu vou examinar isso. Se ele tiver julgados antes de procedimentos mais antigos, vai se explicar no Conselho Nacional de Justiça. Segundo, meu irmão vai recorrer. Quem fala a verdade nesse país não pode ser criminalizado. Criminoso é quem está denunciado como ladrão;, disparou.

Ele explicou a declaração dada pelo irmão, em fevereiro. ;Cid Gomes era ministro e denunciou que havia um processo de apodrecimento das relações do governo federal com o Congresso, e que essa deterioração se assentava no achaque, na chantagem. Dito isso, foi lá, meteu o dedo na cara desse maior vagabundo de todos, que é o presidente da Câmara, digo pessoalmente, não como PDT, pegou o paletó e foi para casa;, comentou.

Recurso
Ontem, Cunha alegou que não ficou satisfeito com a sentença. Afirmou que vai recorrer para tentar aumentar a punição a Cid Gomes. ;Não, não estou satisfeito. Achei pouco e vou recorrer para receber mais;, garantiu.

Após a declaração, o ex-ministro acabou sendo convocado pela Casa para prestar esclarecimentos. Em uma sessão tensa no plenário, ao contrário do que se esperava, Cid não se retratou. Foi além e reafirmou tudo o que havia dito antes.

Ao ser chamado de mal-educado pelo deputado Eduardo Cunha, disse que preferia ser apontado por Cunha de não ter educação do que ser como ele, acusado de achaque. O fato acabou provocando a demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação, no fim da tarde do mesmo dia em que ocorreu o bate-boca no plenário.

Em sua defesa, o acusado alegou que estava se referindo às manobras de pressão política exercidas pelo Legislativo sobre o Executivo quando usou a palavra ;achaque;, mas o juiz entendeu que o termo tem sentido pejorativo de ;quem extorque dinheiro;. Ontem, Cid Gomes não foi localizado para comentar o assunto.

;Dito isso, foi lá, meteu o dedo na cara desse maior vagabundo de todos, que é o presidente da Câmara, digo pessoalmente, não como PDT;

Ciro Gomes, recém-filiado ao PDT



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