Atraso nas concessões

Atraso nas concessões

postado em 17/09/2015 00:00

O secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Ministério do Planejamento, Maurício Muniz, que também é coordenador do Programa de Investimentos em Logística (PIL), afirmou ontem que ;será difícil; realizar os cinco leilões de rodovias federais previstos para este ano, conforme o pacote anunciado pelo governo em junho. Pelo menos duas licitações (trecho no Pará da BR-163 e trechos da BR-060 e da BR-364 em Goiás) poderão ficar para 2016.

;É difícil, mas não é por isso que não vamos perseguir (a meta do cronograma);, afirmou Muniz, após participar da Sessão Especial do Fórum Nacional, promovido no Rio de Janeiro pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), comandado pelo ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso.

No cronograma original, o governo pretendia leiloar cinco rodovias neste ano e 11 em 2016. A segunda fase do PIL prevê R$ 66,1 bilhões em investimentos em cerca de 7 mil quilômetros de estradas. Dos cinco leilões de 2015, apenas um foi realizado, para renovar a concessão da Ponte Rio-Niterói, vencida pela EcoRodovias, sucessora da CCR, que venceu licitação na primeira leva de concessões públicas, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso.

Muniz espera, ainda para este mês, no máximo para o início de outubro, a aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU) para o edital de leilão dos trechos que formam a Rodovia do Frango (BRs 476, 153, 282 e 480), entre Paraná e Santa Catarina. Outro projeto (BRs 364 e 365, entre Minas Gerais e Goiás) entrou em audiência pública ontem.

Os 11 leilões previstos para 2016 terão seus estudos de viabilidade elaborados pelo setor privado, por meio dos procedimentos de manifestação de interesse (PMI). Segundo Muniz, o Ministério do Planejamento já autorizou a elaboração de cerca de 300 PMIs para os 11 trechos de rodovias, apresentados por 29 empresas diferentes.


Bolsa sobe, dólar recua
Empurrada pelas ações da Petrobras, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo fechou ontem em alta de 2,51%, aos 48.553 pontos. Foi o terceiro pregão seguido no azul e a maior variação positiva desde o fim de agosto. As ações da estatal foram beneficiadas pela subida das cotações do petróleo no exterior. As preferenciais avançaram 6,42% e as ordinárias, 8,59%. Já o dólar, um dia antes da reunião do BC dos EUA, que pode subir os juros naquele país, caiu 0,74%, para R$ 3,834. O motivo foi o rumor sobre a saída de Aloizio Mercadante da Casa Civil. O ministro é tido como intervencionista e politicamente desastrado.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação