Monteiro critica medidas

Monteiro critica medidas

postado em 17/09/2015 00:00

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, demonstrou insatisfação com a decisão da equipe econômica de reduzir os benefícios do Reintegra e cortar os recursos do Sistema S. Após reunião com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Monteiro disse que não participou das negociações e que a falta de diálogo pode aumentar as tensões entre empresariado e governo.

;Optaram por outro caminho, de caráter mais impositivo e, quando se trilha esse caminho pode ter alguma divergência;, afirmou Monteiro, que foi presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) por oito anos. O Sistema S, que reúne instituições como Sesi, Senai, Sesc e Sebrae, vai perder 40% dos recursos com o pacote fiscal da presidente Dilma Rousseff.

O repasse para o funcionamento dessas instituições deve cair de R$ 20 bilhões para R$ 12 bilhões por ano. Uma das medidas diminui em 30% as alíquotas das contribuições pagas pelas empresas ao Sistema S e, em contrapartida, aumenta a contribuição previdenciária incidente sobre a folha em 0,9%, gerando uma arrecadação de R$ 6 bilhões para a Previdência. Outra medida transfere para o sistema o custo de benefício tributário dado às empresas que investirem em inovação tecnológica.

No caso do Reintegra, o governo reduziu o benefício fiscal a exportadores. ;Foi um mau sinal, na medida em que você instabiliza as regras; isso afeta o cálculo econômico do exportador;, disse o ministro. A exclusão de Monteiro, dirigente da pasta responsável por negociações com os setores atingidos, pode estremecer ainda mais as relações do governo com o PTB, que deixou a base aliada na Câmara dos Deputados.

Aumento na gasolina
O governo estuda aumentar de R$ 0,10 para R$ 0,60 a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) cobrada na gasolina. Foi o que disse o deputado e presidente da Frente Parlamentar do Setor Sucroenergético, Sérgio Souza (PMDB/ PR), ao sair de reunião com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Segundo ele, a medida pode gerar arrecadação de R$ 15 bilhões, dos quais um terço iria para os estados. Para ele, a decisão fortaleceria a produção de etanol, gerando US$ 40 bilhões de investimentos e 750 mil empregos no setor.

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