Fôlego extra

Fôlego extra

Modelo está equipado com motor de maior potência, a gasolina, e injeção eletrônica. O desempenho empolga e o visual renovado agrada muito

» Téo Mascarenhas Enviado especial
postado em 17/09/2015 00:00
 (foto: Caio Mattos/Honda/Divulgação)
(foto: Caio Mattos/Honda/Divulgação)

Recife ; Quando a Honda lançou a POP 100, em 2006, acreditava-se que o modelo seria a segunda moto mais vendida do Brasil, atrás apenas da campeã CG. Os motivos para a otimista previsão eram bem convincentes. Um modelo projetado especialmente para o mercado brasileiro, com robustez, para enfrentar as condições das maltratadas vias, econômico, para fazer render o suado salário, e de baixo custo para facilitar a compra. A fórmula, entretanto, esbarrou em conceitos subjetivos, que não foram combinados com parte da freguesia.

Na prática, a montadora constatou que havia produzido não um modelo nacional, mas sim, uma moto mais regional, cujas vendas estão concentradas maciçamente nas regiões Nordeste e Norte do Brasil. Exatamente áreas em que robustez, economia e custo têm maior peso. Além disso, o controverso visual, semelhante aos ciclomotores do passado, também remou contra o modelo nas demais regiões do Brasil. Para tentar reverter essa situação, a Honda reformulou o modelo, no desenho e no motor, que passou de 100cm; para 110cm; e ganhou injeção eletrônica, aposentando o carburador.

Mudanças
A primeira modernização da POP começou pelo propulsor, que é completamente diferente do anterior, que tinha 97,1cm; e desenvolvia 6,2cv e torque de 0,74kgfm. O novo motor, de um cilindro e refrigeração a ar, agora equipado com injeção eletrônica de combustível, com 109,1cm;, fornece 7,9cv a 7.250rpm e torque de 0,9kgfm a 5.000rpm. Porém, não é flex e só pode consumir gasolina. Também não conta com partida elétrica, mas o pedal é tão leve, que a falta da mordomia mais cara não chega a incomodar.


Com a adoção da injeção eletrônica no motor, o painel também foi alterado e agora inclui a luzinha que avisa quando o tanque, com capacidade para 4,2 litros, entra na reserva. Antes, com o carburador, o piloto tinha que virar a torneirinha para a reserva, quando o motor começava a falhar pela falta de combustível. As mudanças também incluíram novo escape e capa de proteção, nova carenagem de farol, novo farol com lâmpada mais potente, de 35 watts, e também nova carenagem geral, que confere um aspecto mais moderno.

Visual

A identidade foi mantida, mas a nova POP 110i ganhou novas setas traseiras, agora destacadas da lanterna. A lanterna e o suporte de placa também são novos e semelhantes aos das motos maiores. Outra alteração importante foi o banco, com desenho mais atual, mantendo o conforto. O que não mudou foram os freios, a tambor nas duas rodas, com 110mm de diâmetro, as rodas com aro de 14 polegadas na traseira e 17 na dianteira, além do prático câmbio rotativo de quatro marchas e as suspensões convencionais, com duplo amortecimento de 79mm na traseira e 100mm na dianteira.

Na hora de andar, a diferença é notável. A POP 110i parece que ganhou um ;turbo;. O motor responde com surpreendente vigor, permitindo retomadas mais rápidas, melhorando a condução. A pilotagem é extremamente fácil, ajudada pelo baixo peso de apenas 87kg a seco e o banco com densidade da espuma correta. O que destoa é o para-lama dianteiro mais alto, que parece fora do esquadro, mas serve para encarar barro. A nova POP 110i tem opções de cor branco, vermelho e preto. O preço sugerido, entretanto, ficou mais salgado: R$ 5.100.

O jornalista viajou a convite da Honda



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