Brasília-DF

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por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 31/10/2015 00:00
Primeiros
passos

Os petistas não têm mais dúvidas. O documento que o PMDB divulgou esta semana mostra que o vice-presidente Michel Temer saiu da toca e está pronto para assumir o posto em caso de impeachment, um processo que Eduardo Cunha mais cedo ou mais tarde colocará para tramitar. Afinal, a Lei n; 1079, de 1950, e que estabelece as regras de apreciação de um pedido de impeachment, diz que o presidente da Casa faz a leitura em plenário e encaminha para uma comissão encarregada de elaborar o parecer para votação em plenário. No Planalto, aliás, não se fala em outra coisa: Michel entrou na roda da expectativa de poder. E só sairá se Dilma se recuperar, missão difícil.

Vão pra cima
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que se prepare: a oposição vai partir para cima dele depois do feriado, por ter pedido explicações a respeito da intimação ao filho de Lula Luis Cláudio pouco antes da meia-noite. Na avaliação dos oposicionistas, o ministro não deveria se meter nesse assunto.

Cunha na encruzilhada
Eduardo Cunha só não colocou o pedido de impedimento de Dilma para andar porque sabe que está num cruzamento, sem semáforo: se libera o impeachment, o PT vai para cima dele. Para completar, ainda perde a moeda de troca com os votos oposicionistas no Conselho de Ética. É ali que o jogo será jogado na próxima semana.

Palpites do conselho;
A contabilidade dos adversários indica que Eduardo Cunha tem apenas cinco votos no Conselho de Ética. A dos aliados do presidente da Câmara, entretanto, apontava o dobro.

;Dão insegurança
O fato é que, para muitos, se Eduardo Cunha estivesse seguro do placar já teria enviado a documentação contra ele ao Conselho de Ética há mais tempo. Afinal, avisam alguns, ele só foi à CPI no início das investigações porque sabia que a maioria do colegiado seria cordata.

A revolução do baixo clero
Na última quarta-feira, todos os líderes foram surpreendidos com o adiamento da votação do projeto que trata da repatriação. Um grupo de cardeais avalia que hoje nenhum líder pode dizer com segurança quantos votos terá em cada projeto que chega ao plenário. Seja para o bem, seja para o mal.

Racha petista/ O senador Lindbergh Farias não apoiará um candidato do PMDB no Rio nem que a vaca tussa. Ele não descarta se aliar à Rede de Marina Silva, que deve ter como candidato o ex-petista Alessandro Molon.

Questão de espaço/ Há quem avalie que a evidência de Fernando Henrique Cardoso (foto) nos últimos tempos nem se deve tanto aos diários que ele acaba de lançar e sim ao ostracismo que Michel Temer se impôs. Se o vice não sair da toca com o documento divulgado na quinta-feira, perderá mais uma oportunidade de se firmar como alternativa de poder.

Procura-se/ Entre os vários motivos que os políticos apontam para ir devagar com a sucessão de Eduardo Cunha, um é bastante simples: no tempo de Severino Cavalcanti, o deputado Aldo Rebelo estava pronto para assumir o cargo. Hoje, esse nome ainda não apareceu.

E os togados, hein?/ A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) termina hoje um encontro nas termas de Caldas Novas. Os procuradores estão reunidos em Fortaleza. É o feriadão em movimento.



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