Energia mais cara

Energia mais cara

postado em 31/10/2015 00:00
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou ontem que a bandeira tarifária válida para o mês de novembro continuará sendo de cor vermelha. Isso quer dizer que as contas de luz continuarão salgadas para os brasileiros. Com a bandeira vermelha, há acréscimo de R$ 4,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos em todos os estados, e o DF, exceto Amapá e Roraima, que ainda não estão conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O custo da energia vem subindo de forma acelerada desde o início do ano. Segundo o Banco Central, a alta média já alcançou 48% e deve chegar a 51% em 2015. A bandeira vermelha sinaliza que as condições para a geração elétrica no país estão em momento desfavorável. Há ainda a amarela, quando a cobrança adicional é de R$ 2,50 para cada 100kWh consumidos, e a verde, sem custo adicional.

O sistema de bandeiras tarifárias foi implantado em janeiro para alertar o consumidor a respeito do custo da eletricidade, além de dividir com ele esse ônus. Os preços atuais de geração estão mais altos devido ao uso intenso de termelétricas, que tem custo maior. As térmicas foram acionadas por causa da seca, que, desde o ano passado, mantém baixos os reservatórios das hidrelétricas.

Já houve duas correções no valor das bandeiras desde o início do ano. O montante adicional cobrado na bandeira vermelha foi estabelecido inicialmente em R$ 3 para cada 100kWh. A partir de março, o preço foi elevado para R$ 5,50. Em setembro, o valor caiu para R$ 4,50.


; Consumo recua

A recessão e os reajustes elevados de tarifas fizeram o consumo de energia elétrica no país recuar 2,7% no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2014, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Nas residências, a situação é a pior em 10 anos, com queda de 2,7%. O consumo industrial, por sua vez, despencou 5,3% com a retração da atividade econômica. As maiores baixas ocorreram na siderurgia e na indústria automotiva.

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