Naufrágios matam 22 no Mar Egeu

Naufrágios matam 22 no Mar Egeu

postado em 31/10/2015 00:00
 (foto: Aris Messinis/AFP)
(foto: Aris Messinis/AFP)


Pelo menos 22 migrantes, incluindo 13 crianças, morreram afogados na madrugada de ontem perto das ilhas gregas de Kalymnos e Rodes. De acordo com Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia, essa ;tragédia humana; representa uma ;vergonha; para toda a Europa. O naufrágio perto de Kalymnos, no Mar Egeu, ocorreu quando um barco que transportava quase 150 pessoas, segundo testemunhas, virou no meio da noite. Pela manhã, as equipes de emergência grega tinham recuperado 19 corpos, incluindo mulheres, crianças e bebês. De acordo com as autoridades, 138 pessoas foram resgatadas.

Perto da Ilha de Rodes, mais ao sul, o naufrágio de outro barco provocou as mortes de uma mulher, uma criança e um bebê. Outras três pessoas são procuradas e seis passageiros foram resgatados. A tragédia é a mais recente de uma série de naufrágios na quarta-feira e na quinta-feira, que deixaram 17 mortos, incluindo 11 crianças. Outros migrantes se arriscaram ontem diante da ilha de Lesbos, segundo um correspondente da AFP, que observou um pedido de ajuda a partir de uma embarcação que afundava (veja foto).

Apenas no mês de outubro, 68 pessoas, a maioria criança, morreram durante tentativas de chegar à Europa, segundo uma contagem da AFP com base nos dados divulgados pela polícia portuária grega. Sinto vergonha, como dirigente europeu, pela incapacidade da Europa de defender seus valores;, desabafou Tsipras, em discurso no parlamento do país. Além da tragédia perto de Kalymnos, quatro crianças sírias (de 1 a 4 anos) foram achadas afogadas diante do litoral da Turquia depois do naufrágio de uma embarcação de imigrantes que saiu da região de Edremit (noroeste) com destino à ilha grega de Lesbos.

Tsipras pediu à União Europeia (UE) ;uma condenação oficial da decisão (de alguns Estados membros) de construir muros e barreiras e fechar as fronteiras;, em referência ao governo da Hungria, e recomendou a abertura de canais legais para que os refugiados entrem na Europa. Ele destacou a urgência de que a Turquia ;respeite seus compromissos;, com a contenção do fluxo de migrantes a partir de se território. ;Nossa primeira obrigação é salvar vidas e não permitir que o Egeu se transforme em um cemitério;, afirmou. Ao mesmo tempo, a Alemanha e a Áustria decidiram limitar a passagem de refugiados a cinco pontos de sua fronteira comum.



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