Design tipo exportação

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Artistas brasileiros lançam catálogo internacional de fontes pictóricas digitais e debatem o atual momento da criação no país

» Leonardo Fernandes Especial para o Correio
postado em 31/10/2015 00:00
 (foto: Bruno Porto/Divulgação)
(foto: Bruno Porto/Divulgação)





Depois de quase uma década rodando o mundo, chegou a vez de os brasilienses conhecerem a mostra Dingbats Brasil, que ganha um catálogo internacional em seis idiomas: português, espanhol, inglês, alemão, chinês e vietnamita. Co-editado pelo Centro Universitário Iesb ; que recebe a mostra a partir de 23 de novembro ; e pela RioBooks, a publicação de 44 páginas reúne 35 projetos de fontes pictóricas digitais, produzidas entre 1996 e 2006, por 22 designers gráficos brasileiros, que seguiram temáticas culturais ; música, religião, arte, folclore, esporte, gastronomia e design.

A mostra, que já foi apreciada por mais de 50 mil pessoas em 13 cidades da América do Sul, Ásia e Europa, terá lançamento em Brasília amanhã, durante o evento Salão Brasil Criativo, destinado a promover a criatividade e venda de produtos de design.

Na sequência e no mesmo local, acontece o seminário informal Brasília em Design, uma série de rápidas apresentações e bate-papos com profissionais, professores e estudantes de design, arquitetura e fotografia. Entre os nomes presentes, estarão os participantes do projeto Dingbats Brasil, além dos designers Billy Bacon, fundador e diretor da primeira empresa nacional a comercializar fontes digitais, a Subvertaipe (1997); e Marcello Rosauro, fundador da Typefoundry (empresa que comercializa tipos e fontes tipográficas) Blind Fonts, e responsável pela pesquisa que levou ao desenvolvimento do ;marco zero; dos alfabetos pictóricos brasileiros, a fonte Rupestre de 1996.

Integrante do universo tipográfico, os dingbats são ilustrações, geralmente de cunho ornamental, que acompanham os alfabetos desde a época da impressão tipográfica em metal, passando pela fotocomposição e, hoje, fontes digitais. Eram utilizados para preencher espaços vazios em convites, cartazes e folhas de rosto de livros, entre outros impressos. Com os avanços tecnológicos, a partir da década de 1980, começaram a surgir alfabetos digitais exclusivamente compostos por símbolos, formas e ilustrações.

Processos
Organizador do livro e codiretor de arte da mostra, ao lado de Billy Bacon e Rafo Castro, Bruno Porto explica que o dingbat, de uma forma mais ampla, pode ser utilizado como um meio, consciente ou não, de resgatar e promover a cultura por meio do design gráfico. ;Outros países da América Latina que também passaram por processos de redemocratização nas últimas décadas também se valem desta nova valorização de símbolos nacionais;, diz Bruno.

O evento ainda conta com fórum, com temáticas voltadas para negócios, palestras de empresários, especialistas e formadores de opinião, demais mostras de design e de projetos criativos, além de atividades vivenciais. Há, ainda, ourives para pequenos consertos e limpeza de joias, personal shopper para auxiliar lojistas e consumidores em suas compras, agência de receptivo oferecendo experiências turísticas em Brasília e área de alimentação com food trucks e espaços bistrôs apresentando a gastronomia criativa.

Serviço
Salão Brasil Criativo. Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental). Hoje, das 10h às 20h, e amanhã, das 10h às 19h. Informações no site www.salaobrasilcriativo.com. Entrada franca. Classificação livre. Lançamento do catálogo internacional da mostra Dingbats Brasil. Container do Limonada no Salão Brasil Criativo. Amanhã, às 16h. Em seguida, às 17h, haverá o seminário informal Brasília em Design. Entrada franca. Classificação livre.





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