Protestos em capitais

Protestos em capitais

» HÉDIO FERREIRA JÚNIOR ESPECIAL PARA O CORREIO
postado em 09/11/2015 00:00
 (foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)


Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem- Teto (MTST), da Central Única dos Trabalhadores, entre outros grupos organizados pela Frente Brasil Sem Medo, estiveram reunidos em diversas cidades do país ontem contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o projeto de lei do parlamentar que restringe o acesso de vítimas de violência sexual ao aborto e o pacote de ajustes fiscais do governo federal.

A queima de um boneco com a imagem do deputado em frente ao Congresso, uma passeata da Avenida Paulista ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo, faixas e gritos em frente ao condomínio de luxo onde Cunha mora, no Rio de Janeiro, e grupos de mulheres na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, foram alguns dos atos pedindo a saída do peemedebista.

Em Brasília, um boneco queimado tinha corpo de palha e rosto de papel, além de notas fictícias de dólares e reais nos bolsos. Um grupo também caminhou pelo Eixão Sul gritando palavras de ordem.

Em Belo Horizonte, o foco do protesto contra o deputado foi o Projeto de Lei 5.069/13, que ganhou o nome de PL do Aborto. A proposta restringe o acesso legal ao aborto de mulheres vítimas de abuso sexual, assim como o uso da pílula do dia seguinte. Cerca de 200 pessoas saíram em caminhada na Praça da Liberdade.

Em São Paulo, aproximadamente 600 pessoas, segundo a Polícia Militar, concentraram-se na Avenida Paulista, de onde saíram em passeata até o Parque do Ibirapuera. O grupo passou em frente à sede do PMDB, onde queimou um boneco simbolizando a figura do peemedebista.

No Rio de Janeiro, um número menor de manifestantes foi para a porta do condomínio de Eduardo Cunha, na Barra da Tijuca. Em Palmas, um boneco do deputado também foi queimado.

Integrante da tropa de choque de Cunha, o deputado Hugo Motta (PMDB-PB) minimizou as manifestações populares, tratando-as como atos legítimos. Para ele, o que conta agora é o processo movido contra o presidente no Conselho de Ética. ;Esses atos chamam a atenção da mídia e, por sua vez, se refletem em pressões no parlamento. Porém, já há uma ação contra ele que deve ser avaliada;, afirma.

O líder do PSol na Casa, Chico Alencar (RJ), sente que os deputados parecem ter virado as costas para o que o povo pensa. ;É lamentável perceber esta espécie de letargia, inércia e indiferença do parlamento em relação à situação gravíssima que hoje paira sobre o presidente Eduardo Cunha e sua pauta ultraconservadora.;






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