Briga pelo comando do Psol no DF

Briga pelo comando do Psol no DF

postado em 09/11/2015 00:00
 (foto: Cláudio Reis/Esp. CB/D.A Press - 2/10/10 )
(foto: Cláudio Reis/Esp. CB/D.A Press - 2/10/10 )

O PSol está em guerra. As figuras mais tradicionais do partido em Brasília, Toninho e Maninha, lutam pela liderança da legenda no Distrito Federal contra um grupo comandado por jovens ; entre eles, o candidato derrotado a distrital Fábio Félix e a presidente regional, Juliana Selbach. As eleições da sigla no DF, disputadas ontem, terminaram com muitas acusações e devem terminar na Justiça.

Um choque de versões domina o debate. O grupo de Toninho, com apoio da executiva nacional do partido, afirma que o concorrente a governador de 2010 e 2014 pela sigla foi eleito no congresso. A turma de situação no DF ; apoiada, entre outros, pela última candidata a presidente da República pela legenda, Luciana Genro (PSol-RS) ; diz que Toninho e Maninha fizeram uma reunião alheia à convenção oficial e se retiraram antes da votação.

Congresso
Para Toninho, a outra facção do partido tenta obter o reconhecimento por meio ilegal. ;Fizemos o congresso legítimo, que já terminou, e me elegeu presidente do PSol-DF para o próximo biênio. O que acontece agora é uma reunião clandestina, uma tentativa de golpe;, acusou. De acordo com Fábio Félix, o congresso, feito pelo diretório regional, não tem irregularidades e apenas o grupo de Toninho saiu. ;Eles fizeram uma reunião fora do espaço adequado, mas o atual diretório vai legitimar nosso congresso, que elegerá outro presidente;, disse.

Integrantes do partido afirmam que o ocorrido no DF nada mais é que um reflexo da tensão vivida em âmbito nacional. De acordo com a militância, o grupo de Toninho, conhecido como ;unidade socialista;, detentor da executiva nacional, batalha pela manutenção do status contra o ;bloco de esquerda;. A guerra se alastra por distintas zonais ao redor do país ; no sábado, situação semelhante aconteceu no Ceará. E o partido, surgido em 2003 como uma alternativa à esquerda do PT, nas palavras de membros da sigla, ;sangra;. (G.P.)


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