Batalhas agitam Taguatinga

Batalhas agitam Taguatinga

Praticantes e fãs de modalidades como hip-hop e house dance se reuniram no Taguaparque, durante uma semana, para assistir e participar de disputas entre dançarinos. Evento também teve palestras e workshops gratuitos com professores de todo o país

» Renata Rusky
postado em 09/11/2015 00:00
 (foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)
(foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)

Fãs da cultura de rua de todo o Distrito Federal e de outras partes do país se reuniram no Centro Cultural do Taguaparque no fim de semana para assistir às últimas apresentações do evento, que durou uma semana. Na programação da 15; edição do Projeto Rota Brasil Convida, houve palestras e workshops gratuitos com professores de vários estados e do DF, além de batalhas de hip-hop, waacking, house dance e break.

O encontro é uma iniciativa da escola de dança Rota Brasil, em parceria com a Secretaria de Cultura do DF e patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). Ele atraiu muita gente de fora do DF, como Amanda Marques, 18 anos. A menina saiu de Goianésia (GO) para participar das disputas nas modalidades hip-hop e house. Já Misuel do Santos, 25, veio de Goiânia com a namorada. Com o nome artístico Allmax, ele dançou break e ficou impressionado com a qualidade dos outros competidores. O vencedor da modalidade na edição passada do projeto, Paulo Henrique Mourão, 26, conhecido como Palmares, também percebeu uma melhora significativa do ano passado pra cá.

Um dos jurados das disputas, Thiago Vianna, 29 anos, é de Brasília, mas mora em São Paulo há 10 anos. Quase sempre, ele volta à capital para participar do projeto. Thiago diz perceber um aumento no espaço que esse tipo de dança tem ocupado na capital e no país. ;Hoje, talvez, eu não precisasse ter me mudado;, observa.

Segundo Thiago, hoje é possível sobreviver da dança sem outros empregos. Ele destaca que as vias de acesso para aprender a dançar são maiores e a mídia ajuda muito com informação, fazendo com que essa cultura deixe de ser marginalizada. ;Atualmente, reconhece-se nossa dança como arte, com requinte e com seriedade;, conclui.

Fábrica de talentos
O Rota Brasil Convida foi idealizado em 1999 devido à necessidade que o grupo tinha de apresentar um espetáculo ao público. ;Após três anos de fundação, decidimos criar o campeonato e acrescentar o Convida para chamarmos outros dançarinos a participar do evento;, conta a Segundo a coreógrafa e bailarina Noara Beltrami, 42 anos. ;Quase sempre a divulgação e o crescimento desses grupos ocorrem fora do DF, no eixo Rio-São Paulo. Por isso, na maioria das vezes, perdemos bons bailarinos e coreógrafos, que procuram lugares onde a oferta de trabalho é maior. O objetivo do festival é mostrar que temos bons profissionais na capital, que podem crescer sem precisar sair da cidade;, completa.

Fundado por Noara, o Rota Brasil é um dos diversos grupos de dança de rua da capital que participam de competições, dentro e fora do país. Há 18 anos, Noara decidiu criar o primeiro grupo de hip-hop de Taguatinga. A gaúcha mora na cidade desde que chegou ao DF, aos 4 anos. Em Taguatinga, ela colocou pela primeira vez sapatilhas nos pés e nunca mais parou. Formou-se em balé clássico aos 17 anos. Há 11, mantém a escola de dança que leva o seu nome.



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