Derrota na repatriação de recursos

Derrota na repatriação de recursos

postado em 13/11/2015 00:00
A aprovação do projeto de repatriação de recursos de exterior significou uma dupla vitória para o governo. Além de conseguir êxito em uma importante matéria que faz parte do ajuste fiscal, representou uma derrota para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que poderia ser beneficiado diretamente caso não fossem feitas mudanças no texto principal.

O protagonismo do embate com Cunha, contudo, foi do PSDB. Os tucanos apresentaram uma emenda ao projeto dizendo que políticos que ocupam cargos eletivos ou de direção, seus cônjuges, filhos ; inclusive adotados ; e parentes até 2; grau não poderiam ser beneficiados pelo projeto, que permite a repatriação de recursos, desde que demostradas a sua licitude e com a condição do pagamento de 15% do Imposto de Renda e de uma multa também de 15%.

A proposta foi, jocosamente, batizada de emenda anti-Cunha, uma vez que o presidente da Casa e a mulher, Cláudia Cruz, estão sendo investigados pela acusação de terem contas na Suíça. Para tentar garantir que a emenda fosse derrubada em votação simbólica, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), pediu votação nominal em um outro destaque insignificante, apresentado pelo PSB.

Com base no regimento interno, isso obrigaria que uma nova votação nominal só poderia ser requisitada após uma hora ou com base em um acordo para quebra de prazos. PT e PSDB protestaram com veemência, acusando Cunha de ditador. A emenda tucana acabou sendo aprovada em votação simbólica. ;Sequer me meti no texto. Apenas conduzi a votação;, esquivou-se Cunha. (PTL)





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