Agentes disfarçados executam palestino

Agentes disfarçados executam palestino

postado em 13/11/2015 00:00
 (foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)



Eles acompanhavam uma ;mulher grávida; e estavam à paisana quando invadiram o Hospital Al Ahly, em Hebron, na Cisjordânia ocupada. Câmeras de segurança mostram 13 agentes da polícia israelense à paisana, vestidos com os tradicionais lenços palestinos e com barba postiça, percorrendo o corredor do estabelecimento por volta das 2h43 de ontem (22h43 de quarta-feira, em Brasília). Eles sacam suas armas, dominam um dos enfermeiros e, cerca de quatro minutos depois, abandonam o local com o palestino Azam Shalaldeh, que estava internado na ala cirúrgica. O prisioneiro é empurrado em uma cadeira de rodas pelos policiais. Segundo o Shin Bet, serviço de segurança interno israelense, Azam é ;filho de uma família de militantes do Hamas; e autor de um ataque com faca que feriu gravemente um judeu em 25 de outubro, perto da colônia de Mezad, próxima a Hebron.

Durante a operação secreta de ontem, Abdallah Shalaldeh, primo de Azam, foi executado com vários tiros, após supostamente atacar as forças israelenses. ;Proibiram os médicos de se mexer. Tomaram o setor cirúrgico e se dirigiram ao quarto de Azam Shalaldeh;, relatou o diretor do hospital, Jihad Shawar. ;Quando partiram, o primo do homem que foi levado estava coberto de sangue. Nós tentamos ajudá-lo, mas já estava morto;, acrescentou.

O irmão de Azam, que também estava no quarto, contestou a versão da polícia. ;Eles entraram no quarto armados, prenderam o meu irmão e me amarraram. Meu primo estava no banheiro, e quanto abriu a porta, sem nenhuma advertência, atiraram cinco vezes;, relatou. De acordo com ele, os agentes impediram a entrada dos médicos. A organização não governamental Anistia Internacional (AI) condenou a ação e advertiu que a mesma pode constituir em uma execução extrajudicial. ;O fato de Abdallah Shalaldeh ter sido atingido na cabeça e no tronco sugere que foi uma execução extrajudicial, somando-se a um padrão preocupante de incidentes recentes similares cometidos pelas forças de Israel na Cisjordânia e que merecem investigação urgente;, disse Philip Luther, diretor do Programa Oriente Médio e Norte da África da AI.

Demolições
O Supremo Tribunal de Israel autorizou a derrubada de cinco casas de palestinos acusados de participar de atentados contra israelenses, informou o Ministério da Justiça. A medida envolve a derrubada de três casas em Nablus, no norte da Cisjordânia, as primeiras a serem demolidas desde o começo da atual escalada, no início de outubro. O assassinato de um casal de colonos israelenses diante de seus filhos, no dia 1; de outubro na região de Nablus, marcou o início da espiral de violência, e as três casas que serão demolidas pertencem aos supostos assassinos.

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