Consumidores sofrem com greve

Consumidores sofrem com greve

» ALESSANDRA MODZELESKI Especial para o Correio » CAMILA COSTA
postado em 13/11/2015 00:00
 (foto: Jhonatan Vieira/Esp.CB)
(foto: Jhonatan Vieira/Esp.CB)



A greve dos funcionários da Companhia Energética de Brasília (CEB), que vem desde 9 de novembro, tem atrapalhado a população. A equipe da estatal funciona com 30% do efetivo e os atendimentos só ocorrem para emergências, como em hospitais e escolas, de acordo com informações do Sindicato dos Urbanitários no DF (Stiu-DF). Entretanto, moradores e administradores de colégios reclamam da falta de luz e fortes picos de energia.

O coordenador-geral do Colégio Pódion, Jorge Gonçalves, localizado na 712 Norte, diz que desde quarta-feira a instituição permanece com a energia intermitente. No dia seguinte, houve uma interrupção definitiva da luz. ;Nossa escola abriga mais de 700 alunos em três turnos. Eles estão em fase de pré-vestibular e PAS;, relata. Jorge entrou em contato com a CEB e recebeu a informação de que há funcionários, mas estão proibidos de pegar equipamentos para fazer atendimentos fora da sede.

O aposentado Marcos Saldanha Ventura, 70 anos, mora no bloco M da 711 Norte e usa um concentrador de ar para respirar. Quando há picos de energia, o aparelho começa a apitar. Marcos decidiu desligar para não queimar e perder a máquina. ;Ontem, ele não parava de fazer o barulho. Agora, utilizo cilindros para respirar. Cada um custa R$ 40 e dura, em média, quatro horas;, relata. Ele mora com a esposa, que tem problema na coluna, no terceiro andar e os dois não podem descer as escadas. ;Não temos como sair e tenho medo de acabar o cilindro;, define. Em Taguatinga Norte moradores também relatam picos e falta de energia. ;Há uma semana, a luz cai todos os dias. Na quarta-feira, ficamos mais de duas horas sem, no meio da tarde;, explicou o estudante Bruno Vaz, 21 anos.

Na noite de ontem, duas categorias fizeram assembleias: médicos e metroviários, mas até as 22h30, nenhuma das reuniões havia terminado.

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