Plano de ação para as chuvas

Plano de ação para as chuvas

Defesa Civil desenvolve programa de contenção em ocorrências de situações de emergência. São 36 áreas de risco no DF

THIAGO SOARES
postado em 13/11/2015 00:00
 (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press
)
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press )


Apesar de novembro ser, historicamente, chuvoso, o DF ainda sente falta de grandes precipitações neste período. A previsão de chuva para as próximas semanas é vista como um alívio para o calor dos últimos dias, mas também traz o alerta para alagamentos, enxurradas, quedas de árvore e outros problemas. A população em áreas de risco é uma das principais preocupações da Defesa Civil, que desenvolveu um plano de contingência para situações de emergência. O programa abrange, principalmente, as 4.960 famílias em 36 localidades (veja Zonas de perigo).

Moradora da Chácara Santa Luzia, na Estrutural, a dona de casa Ana Paula Ferreira, 29 anos, teme a chegada das chuvas mais fortes. É só isso acontecer que a água invade parte das 1,5 mil residências da localidade, considerada a maior área de risco da capital. A solução encontrada pelos moradores é o aterro. Com muita terra, os quintais são elevados a fim de evitar a entrada da lama. ;Vivemos uma situação complicada. Se não fizermos isso, vai alagar tudo. É o medo do que a chuva pode trazer;, comenta.

O temor é maior para quem mora nas quadras localizadas em níveis mais baixos. A enxurrada desce para os barracos. Além disso, a região não tem infraestrutura. ;Abrimos canaletas para a água não invadir as casas, mas, mesmo assim, a correnteza entra. O que nos resta é proteger alguns móveis, as roupas e a própria vida;, reclama a auxiliar de enfermagem Marineide de Souza, 59.

Sabendo das possibilidades de inundações nesse e em outros pontos de risco, o plano de contingência para o período chuvoso reúne diversos órgãos do GDF. ;São ações previamente compartilhadas. No cenário de desastre, sempre aparece muita gente para ajudar. O plano é para evitar a desorganização no momento de socorro;, explica o subsecretário da Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra.

O programa vai até março de 2017 e foi executado após a chuva de granizo que causou danos em 114 casas na Vila Basevi, em Sobradinho, e na Fercal, em 7 de outubro. Em casos de inundações e desastres, serão montados pontos de atendimento da Defesa Civil. A Casa Civil ficará responsável pela coordenação da força-tarefa. Antes disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitirá alertas de possíveis temporais. A Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social assistirá e realocará as vítimas. E os órgãos de segurança e trânsito farão o monitoramento.

No total, 19 instituições compõem o plano de contingência. A ação também prevê reuniões mensais de avaliações das áreas de riscos e dos trabalhos realizados. ;Sabemos que a maioria dos problemas é solucionada com obras de drenagem, mas o plano serve para que, em casos de emergência, a população seja atendida de uma forma rápida e coordenada;, detalha Bezerra.

Por meio de nota, a assessoria de Comunicação da Administração Regional da Estrutural informou que se planejou para as chuvas. ;Foi realizada uma obra no Anel Viário Norte com o objetivo de revitalizar toda a rede pluvial e refazer o asfalto. Ela direcionou o escoamento de água e extinguiu o alagamento no setor de oficinas, ao lado do setor Santa Luzia;, detalha.

;O plano serve para que, em casos de emergência, a população seja atendida de uma forma rápida e coordenada;
Sérgio Bezerra, subsecretário da Defesa Civil

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação