Hollande desafia "fanáticos"

Hollande desafia "fanáticos"

postado em 28/11/2015 00:00
 (foto: Philippe Wojazer/AFP)
(foto: Philippe Wojazer/AFP)



No dia em que a França homenageou mais uma vez as vítimas dos atentados do dia 13 em Paris, o presidente François Hollande, prometeu destruir o ;exército de fanáticos;, referindo-se ao Estado Islâmico (EI), que assumiu a autoria dos ataques. Em cerimônia solene que contou com a presença de familiares dos 130 mortos, além de sobreviventes, o chefe de Estado reiterou que os franceses não cederão ;ao medo nem ao ódio;. O incidente provocou a elevação da segurança na Europa e uma nova rodada de ataques contra posições do EI na Síria. Na Alemanha, autoridades anunciaram a prisão de um homem suspeito de ter vendido armas para os terroristas que atacaram a capital francesa.

A solenidade foi celebrada no Palácio dos Inválidos, em Paris, e acompanhada por 2.600 pessoas. Os nomes e os rostos das vítimas foram lembrados ao som de diversos artistas europeus que se apresentaram. Hollande considerou a ação um ;ato de guerra organizado de longe e friamente executado;, e denunciou a ;horda de assassinos; que agiram ;em nome de uma causa insana e de um Deus traído;. ;Sexta-feira, 13 de novembro, o dia que nunca vamos esquecer. A França foi atingida em seu coração;, declarou.

O chefe de Estado prometeu responder ao ataque com ;mais músicas e mais shows;, e garantiu que os franceses continuarão a frequentar os estádios de futebol, em referência a dois dos alvos escolhidos pelos extremistas. ;Aqueles que caíram em 13 de novembro encarnavam nossos valores, e é nosso dever fazê-los viver mais do que nunca. Não cederemos ao medo nem ao ódio;, enfatizou. ;Se a cólera se apoderar de nós, vamos colocá-la a serviço da calma determinação de defender liberdade;, prometeu.

Em resposta aos ataques, autoridades europeias fortaleceram a segurança e a França intensificou os bombardeios aéreos contra alvos do EI. Hollande, que se reuniu na quinta-feira com o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que Paris e Moscou concordaram em ;coordenar e intensificar; os ataques. Hollande e Putin devem voltar a se encontrar na segunda-feira, em paralelo à COP21. O presidente americano, Barack Obama, também é esperado para os diálogos sobre segurança.

Em Malta, onde participou de uma reunião de cúpula com os países-membros da Comunidade Britânica, o líder francês agradeceu o apoio do Reino Unido e fez um apelo para que o parlamento de Londres autorize o engajamento da Real Força Aérea (RAF) em bombardeios ao EI também na Síria, além do Iraque.

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