Toffoli critica corte

Toffoli critica corte

Naira Trindade
postado em 02/12/2015 00:00
 (foto: Jane de Araújo/Agência Senado - 1/6/15)
(foto: Jane de Araújo/Agência Senado - 1/6/15)
Diante da possibilidade de um retrocesso no processo eleitoral, com a volta das cédulas de papel nas eleições municipais de 2016, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Dias Toffoli, criticou ontem o corte de R$ 1,74 bilhão imposto pelo governo ao orçamento de 2015, dizendo que o corte é maior do que os recursos destinados ao Fundo Partidário (R$ 800 milhões). ;É bom lembrar que o valor de que a justiça eleitoral precisa é muito menor do que o Fundo Partidário;, disse.

;O contingenciamento total da Justiça Eleitoral representa mais de 80% das necessidades que temos para as eleições do ano que vem. (O corte) acaba por atingir a possibilidade de realização das eleições com urnas eletrônicas em muitos locais do país, porque é sempre necessária reaquisição de novas urnas para repor antigas;, afirmou o ministro.

O ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do TSE, alegou a necessidade de se costurar um entendimento para realocar despesas. ;É uma situação delicada, certamente isso vai ser objeto de negociação e terá que ser feita a devida avaliação;, disse.

Para o economista Gil Castelo Branco, fundador da ONG Contas Abertas, as ameaças de retrocesso no sistema eleitoral não passam de um jogo de pressão entre os poderes. ;Sinceramente não acredito que vá acontecer um retrocesso dessa natureza, a ponto de voltarmos para as eleições no papel. O que vejo no momento é uma tensão exacerbada entre os três poderes, onde o próprio executivo, precisando aprovar a meta fiscal, coloca um bode na casa para assustar os outros poderes e dá o recado de que o país vai parar se não aprovarem a meta fiscal. É mais uma pressão;, explicou.



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