Construção civil desaba

Construção civil desaba

postado em 02/12/2015 00:00

Responsável por 50% dos investimentos do país, o setor de construção civil amargou mais uma queda. O Produto Interno Bruto (PIB) do setor recuou 6,3% no terceiro trimestre do ano na comparação com igual período do ano passado e 0,5% ante o segundo trimestre de 2015. No ano, a queda é de 8,4%. E o quadro deve se agravar em 2016 com a redução de 30% nos lançamentos imobiliários.


Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, o resultado confirma a necessidade de o país enfrentar seus problemas estruturais. ;Não basta mais aplicar remédios, é preciso fazer uma cirurgia;, disse. Martins afirmou que o governo deve cortar pagamentos das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para fazer o ajuste fiscal. ;Não deveria cortar no investimento, que é o que gera emprego e renda;, defendeu. Para 2016, Martins acredita que só parcerias público-privadas e concessões poderão provocar uma retomada do setor, que prevê queda de 30% nos lançamentos;, disse.


O engenheiro civil Eduardo Soppero, responsável pelas obras do Edifício Carlos Chagas, na 208 Norte, confirmou que a crise chegou com força na construção civil. ;Este ano, tivemos redução de 40% de efetivos, em mão de obra direta e indireta;, alertou. Se antes, a empresa dele executava um residencial em 1 ano e 8 meses, hoje demora três anos para concluir o projeto porque as demissões reduziram o ritmo da obra. (SK, colaborou Mariana Areias)

Cortes
A perspectiva para o setor de construção civil em 2016 não é alentadora, e o setor deve continuar registrando números em queda tanto em projetos quanto em postos de trabalho. Os especialistas garantem que o ano que vem começa com 500 mil postos de trabalho a menos no país. O engenheiro civil Eduardo Soppero explicou que sua empresa não deve contratar mais pessoal em 2016. ;A perspectiva para o próximo ano é manter o nosso atual efetivo, mas, se compararmos com outros anos, as coisas estão muito ruins para a construção civil. Já tivemos 22 obras em execução em um ano. Para o ano que vem, temos seis em andamento e mais dois projetos para iniciar. De 22 para 8, a diferença é gritante;, comparou.





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