Indústria no atoleiro

Indústria no atoleiro

postado em 02/12/2015 00:00

Setor que sofre com a recessão há mais tempo, a indústria brasileira não consegue sair do atoleiro. No terceiro trimestre de 2015, recuou 6,7%, em comparação com o mesmo período de 2014, conforme dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o pior resultado desde o segundo trimestre de 2009, quando o recuo foi de 8%, explicou a gerente de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, Claudia Dionísio.


A técnica assinalou que essa queda foi puxada, principalmente, pela diminuição da produção de máquinas e equipamentos, de automóveis e de produtos eletrônicos, já que o setor de transformação registrou queda de 11,3% no terceiro trimestre ante igual período de 2014. A indústria extrativa mineral foi a única que cresceu: 4,2% sobretudo por conta de óleo, gás e minério. Mas, alertou Claudia, o acidente de Mariana (MG), no início de novembro, poderá impactar negativamente os dados do último trimestre deste ano.


Para o economista Flávio Castelo Branco, gerente de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o desempenho negativo do setor reflete as incertezas do país. ;Não há nem meta fiscal de 2015, faltando 29 dias para o ano acabar;, alertou. Outros fatores, contudo, agravaram o quadro. ;Não houve previsão dos altos custos domésticos da produção, com salários maiores sem produtividade, aumento de energia e lentidão da simplificação do PIS/Cofins, que vai ficar para 2016;, enumerou. (SK, colaborou Rosana Hessel)





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