Nem a agropecuária salva

Nem a agropecuária salva

» CELIA PERRONE
postado em 02/12/2015 00:00
 (foto: Teresa Maia/DP/D.A Press - 24/4/08)
(foto: Teresa Maia/DP/D.A Press - 24/4/08)



O setor que parecia imune à crise, não foi capaz, desta vez, de amenizar a queda do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre. Com queda de 2% na comparação com o mesmo período de 2014, a agropecuária ajudou na retração recorde de 4,5% do PIB apurada pelo IBGE no mesmo intervalo de comparação. Em relação ao segundo trimestre deste ano, a queda foi de 2,4%, explicada pelos recuos na produção de café (6,4%), cana de açúcar (4,2% ) e laranja (3,3%).


;As condições climáticas, caso da estiagem no Espírito Santo, que afetou o café, aliado à diminuição da área plantada com cana de açúcar, provocaram a queda da oferta desses produtos;, salientou Amanda Tavares, economista do IBGE. Entretanto, o milho teve alta de 7,4%, mas isso não foi suficiente para colocar o resultado no terreno positivo. ;O milho amenizou um pouco a queda da cana, mas a pecuária, a silvicultura e a extração vegetal também tiveram um desempenho fraco;, disse ela.


Para Felippe Serigati, economista da Fundação Getulio Vargas, o setor ainda deve crescer 2% neste ano. ;A agricultura não está 100% imune à crise. O desempenho do ano que vem tende a ser muito semelhante, com a crise econômica sendo pautada pela política;, vaticinou. A agropecuária tem peso de 5,2% no PIB. Dentro do setor, a soja, que está na entressafra, é responsável por 34% dos dados do segmento. (Colaborou Rosana Hessel)





Importação despenca
A recessão ajudou a balança comercial apresentar superavit de US$ 1,197 bilhão em novembro. Com o ritmo fraco da atividade econômica, as importações desabaram 30,2% em relação a novembro de 2014, somando US$ 12,6 bilhões. As exportações, no valor de US$ 13,8 bilhões, tiveram queda menor: 11,8%. No ano, a balança acumula um saldo positivo de US$ 13,4 bilhões. Segundo o diretor de Estatística do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Herlon Brandão, com o país andando para trás, a balança deverá ter superavit de US$ 15 bilhões em 2015.






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