ARI CUNHA

ARI CUNHA

aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha / circecunha.df@dabr.com.br
postado em 02/12/2015 00:00
Mea-culpa

;Quia peccavi nimis cogitatione verbo, et opere;

Nas democracias atuais, a força da opinião pública, expressa pelo poder das mídias sociais ligadas em rede e reverberada pela imprensa, demonstra que o senso comum da sociedade requer, cada vez mais, que os governos adotem posições imediatas e claras sobre quaisquer problemas de Estado que afetem direta ou indiretamente o cidadão. Graças a essa combinação entre sociedade em rede e imprensa livre, capaz de elevar a força da opinião pública a alturas nunca vistas anteriormente, é que os poderes do Estado vêm saindo da tradicional posição de conforto e lentidão, sendo obrigados, doravante, a atender os reclames de todos a tempo e a hora.

No Brasil, muito mais do que os 200 milhões de eleitores, são os 400 milhões de olhos e ouvidos prontos ver, ouvir e ler o que se passa dentro da máquina pública. Qualquer político que almeje o futuro da carreira tem que ficar ligado ou on-line. Não foi por outro motivo que o Senado, instigado pelo Supremo, enveredou pelo caminho do voto aberto, confirmando a prisão de um dos seus pares. Ambos, Judiciário e Legislativo, por mais que neguem, sentem a força amplificada da opinião pública.

Nesse sentido, soa oportuno o discurso da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES). Em tom de mea-culpa, a parlamentar considerou que a invasão do STF sobre as atribuições do Congresso se deu por culpa exclusiva do próprio Senado, que abriu espaço à intromissão ao deixar de cumprir sua missão, entregando a função de legislar para a Justiça.

;Hoje, a todo momento, em qualquer lugar, sentado aqui ou ali, nós nos deparamos com alguém que está sendo indiciado, exatamente por usar o poder a favor de si ou de circunstância que lhe favoreça;, confessou a senadora, para quem os representantes do povo não têm sequer a preocupação de propor saídas para a crise atual, de ajudar o povo brasileiro.

;Votamos quando achamos que devemos votar, empurrando a pauta prioritária, quando achamos que queremos empurrar, nós estamos errados;, disse. Ao confessar sua vergonha com o quadro atual político, Rose de Freitas avaliou que é chegado o momento de rever tudo o que acontece no Senado Federal.

;Mesmo destacando o bom trabalho de alguns daqui, esta Casa não tem como olhar no olho de um brasileiro... Esta casa que recebe estes parlamentares, que recebe o sagrado voto popular, que jura esta Constituição que eu ajudei a escrever é capaz de se envolver em um episódio dessa natureza... Ninguém cuida de proteger o Senado com os atos, com as atitudes, com as decisões.; Qualquer caminho que aponte para solução sincera e objetiva deve partir primeiro do ato de penitência e de reconhecimento da culpa. Parabéns, senadora.

A frase que foi pronunciada

;Sete pecados sociais: política sem princípios, riqueza sem trabalho, prazer sem consciência, conhecimento sem caráter, comércio sem moralidade, ciência sem humanidade e culto sem sacrifício.;

Mahatma Gandhi


Solidariedade
; Andrea Valente comemora. As caixas do Natal Solidário estão cheias de doação de fraldas para crianças e adultos que serão entregues em instituições da cidade. Os funcionários participaram em peso da iniciativa.

Ar preso
; É uma tristeza a violência de afastar as crianças dos pilotis. Em tão pouco tempo, os grupinhos em biblicletas e patins contornavam as quadras, havia o pique-esconde, bete, finca, bola de gude, carniça, e tantas outras brincadeiras. Hoje o computador e a tevê tomaram o lugar da vida ao ar livre.

Porta voz
; ;Nós temos uma presidente, mas não temos uma governante;, criticou a deputada Geovania de Sá, de Santa Catarina. Ela deu a declaração depois de os dados do Datafolha revelarem que 65% dos entrevistados defendendo a abertura do processo de impeachment pelo Congresso Nacional. ;Tudo o que a população esperava do seu governante, não encontra na presidente Dilma;, arrematou.

Serenata

; Mantida a tradição da Serenata de Natal, criação do Fred Brasiliense. Hoje são mais de 150 voluntários que, com velinhas e sininhos, convidam os moradores a descer do apartamento para curtir a cantoria. Além disso, há o momento de arrecadação de alimentos não perecíveis que são entregues em creches e asilos.

História de Brasília
Dias antes de deixar a prefeitura, o sr. Paulo de Tarso podia se orgulhar de um fato raro em administração: ele e Lordelo de Melo chamaram, pelos jornais, diversos credores, para que fosse à Prefeitura receber suas faturas. (Publicado em 27/8/1961)

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