Ponte para o progresso

Ponte para o progresso

postado em 02/12/2015 00:00
 (foto: Internet/Reprodução)
(foto: Internet/Reprodução)

O setor de seguros representa hoje uma importante fronteira para o desenvolvimento de longo prazo do país. Mesmo com a economia em recessão, o mercado segurador deverá crescer este ano em torno de 12%, conforme projeções da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). Não é pouca coisa, ainda mais se levado em conta o tamanho da reserva administrada pelas empresas do setor, de aproximadamente meio trilhão de reais. Na avaliação da CNSeg, apesar das projeções de Produto Interno Bruto (PIB) negativo para o Brasil em 2016, o mercado continuará puxando o crescimento do país.

Motivos para isso é que não faltam. Apesar de o momento atual ser bastante desafiador, a CNseg destaca que ainda há muitas oportunidades e, principalmente, espaços a serem explorados pelo setor. Liderada, nos últimos três anos, pelo também presidente da Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi ; falecido em um acidente de aéreo no último dia 11 de novembro ;, a Confederação embasa as suas perspectivas com estudos a respeito da penetração do seguro no mercado brasileiro.
Embora a melhoria de renda experimentada nos últimos anos tenha resultado na escalada do consumo de bens duráveis no país, apenas 30% dos veículos que transitam pelas estradas brasileiras possuem algum tipo de cobertura contra roubos e batidas. Já quando o assunto é a proteção de motoristas ou pedestres, os números são ainda menores: só 12% dos brasileiros possuem seguro de vida. Na rabeira dessa corrida, com imenso potencial para crescer, está a proteção contra imprevistos em residências. Atualmente, apenas 5% dos lares brasileiros são assegurados de alguma forma.
As oportunidades, como demonstram os números, são enormes. ;A alavanca de crescimento do setor de seguros é a baixa penetração no país. Isso amplia as oportunidades de expansão dos produtos de seguros, previdência privada, saúde suplementar e capitalização;, enumerava Marco Antonio Rossi, em uma de suas últimas entrevistas. Rossi destacava o esforço das empresas seguradoras em informar os clientes sobre as vantagens de contratar um plano. Os canais de comunicação do mercado de seguros vêm sofrendo uma grande transformação nos últimos 25 anos e, hoje, já se vende seguros em agências bancárias, em oficinas, por meio de prestadores de serviço, corretores, pela internet, por cartão de crédito, concessionárias, caixa eletrônico, entre outros.

É importante, nesse contexto, o corretor de seguros observar as mudanças no perfil do consumidor. Marco Antonio Rossi analisou tendências dos consumidores. ;Em 2016, 50% da população economicamente ativa do mundo será da geração Y, que já nasceu com internet e está acostumada a fazer tudo ao mesmo tempo, sempre conectada;, resumiu. De nada adiantará chegar até o cliente, porém, se o profissional não estiver preparado para oferecer um produto que atenda às necessidades do cliente. ;O trabalho do setor é constante. O desafio é continuar avançando, inclusive em formação, e capacitação e qualificação dos nossos profissionais;, explicou Jayme Brasil Garfinkel, novo presidente da CNseg (leia matéria ao lado). Um exemplo desse avanço é a criação da certificação CNseg, que teve provas realizadas no início do mês (leia matéria abaixo).
O desafio é manter os bons resultados. Há 25 anos, a participação do setor no PIB mal chegava a 1%. Desde então, com o desenvolvimento de mercados prioritários como saúde, previdência complementar e capitalização, essa presença já alcança 6% da geração total de riquezas do país.
Para os próximos 20 anos, a meta é dobrar as reservas técnicas dos atuais R$ 500 bilhões para R$ 1 trilhão. Para isso, será preciso qualificar não só o profissional de seguros, mas, sobretudo, o consumidor brasileiro. No entendimento da CNseg, o desafio do setor é contribuir para difundir a cultura da educação financeira no país, como maneira de planejar um futuro com melhor qualidade de vida para a população.


Profissionais passam a contar com certificação inédita
A exemplo do que ocorre em países como Estados Unidos e Reino Unido, mercados que oferecem diversos tipos de certificação profissional para o setor segurador, o Brasil passou a contar com um exame nacional destinado a qualificar altos profissionais habilitados a atuar na área. A partir de seleções realizadas por instituições de renome internacional, a Certificação Profissional CNseg (CPC) tem como foco qualificar profissionais para desempenhar cargos superiores nas empresas e instituições do mercado segurador. Idealizada por Marco Antonio Rossi, ex-presidente da CNseg, a certificação profissional representa um marco na evolução do mercado segurador brasileiro.
As provas para obter a certificação ocorreram no dia 4. Foram, ao todo, 100 questões, distribuídas entre os vários assuntos do universo do setor de seguros. Para ser aprovado, o candidato precisava acertar pelo menos 60% do certame. Nesta primeira edição, o índice de aprovação foi de 19%.
O exame foi aplicado apenas no Rio de Janeiro e em São Paulo. A partir de 2016, será possível realizá-lo nos demais estados em que há unidades da Escola Nacional de Seguros. Outra novidade em estudo é a realização de um curso preparatório específico para a certificação. Em princípio, o aperfeiçoamento será disponibilizado apenas presencialmente, nas unidades da Escola Nacional de Seguros. Posteriormente deverá ser oferecido um módulo de ensino a distância.
Amanda Carvaes, analista de seguros da Conde Corretora de Seguros, fez o exame de certificação. Ela elogiou o conteúdo abordado nas questões e considerou a prova abrangente. Para as próximas edições, Amanda sugere que a Escola Nacional de Seguros ofereça acompanhamento permanente aos candidatos. ;Às vezes, estudar sozinho é um pouco complicado, sobretudo para quem está fora do mercado. Por isso acredito que, se houvesse um canal pra mandar dúvidas pra professores, isso ajudaria bastante os candidatos;, observou.
A bibliografia e demais conteúdos cobrados no exame foram oferecidos gratuitamente pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), por meio do portal (www.cnseg.org.br). Coordenador de Operações da Icatu Seguros, Rafael Bastos diz que o material disponível foi fundamental durante a preparação. ;Foi mais do que suficiente. Ele ajudou muito na hora da prova, e estava bastante aderente em relação ao que foi cobrado no teste;, conta.
Rafael preparou-se por dois meses para fazer a prov

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