Socorro ao BTG

Socorro ao BTG

postado em 17/12/2015 00:00
Atravessando dificuldades de caixa desde que seu então controlador, André Esteves, foi preso no âmbito da Operação Lava-Jato, o BTG Pactual recebeu ontem uma ajuda do Banco Central (BC). Graças a uma circular editada ontem, o BTG não precisará deixar no BC parte dos R$ 6 bilhões em empréstimo que recebeu há duas semanas do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

A medida estabelece que empréstimos para suporte de liquidez a bancos e cooperativas não estão sujeitos ao recolhimento compulsório que incide sobre depósitos à vista e à prazo. Com isso, essas operações serão excluídas da base de cálculo dos compulsórios e ficam integralmente disponíveis para serem utilizadas pela instituição beneficiária.

Para o BTG, a decisão significa um reforço de quase R$ 2 bilhões bilhão no caixa. Se a alteração não fosse feita, essa quantia teria que ser depositada no BC, já que os empréstimos seriam enquadrados como depósitos a prazo, para efeito de cálculo dos compulsórios.

Foi a primeira vez em que o Fundo Garantidor de Crédito liberou esse tipo ajuda financeira. O BC entendeu que, por se tratar de um socorro destinado a permitir que o BTG cumpra seus compromissos, não teria sentido reter parte do dinheiro. A medida, entretanto, vale para qualquer instituição financeira que viera a buscar ajuda do FGC.




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