Dirigentes atacam eleição do novo vice-presidente da CBF

Dirigentes atacam eleição do novo vice-presidente da CBF

postado em 17/12/2015 00:00
 (foto: Federação Paraense de Futebol/Divulgação)
(foto: Federação Paraense de Futebol/Divulgação)


Apesar de o Coronel Antônio Carlos Nunes, presidente da Federação Paraense de Futebol, ter sido eleito e já empossado vice-presidente da CBF com a anuência de 44 dirigentes, a eleição de ontem segue sendo considerada irregular por alguns cartolas. Ednaldo Rodrigues, presidente da Federação Baiana, e dois dos vice-presidentes da CBF, Delfim Peixoto e Gustavo Feijó, insistem que o estatuto da entidade foi infringido. Para Peixoto, houve um golpe.

;Lógico que foi golpe. ;Ah, foi uma jogada política;. Jogada política, foi golpe!”, afirmou Delfim, logo após a assembleia. ;O Marco Polo (Del Nero, presidente licenciado) quer saber se ele vai continuar mandando. Ele está fora, mas está mandando. Todo mundo sabe. Todo mundo que está aí é gente dele. É gente que segue o que ele manda.;

Para Delfim Peixoto, a eleição do Coronel Nunes não vai alterar o panorama do futebol brasileiro. ;A chegada do Nunes, com todo o respeito que eu tenho por ele, não vai mudar nada. Ele vai continuar lá no Pará, de vez em quando ele vem por aqui...;

Delfim, que também preside a Federação Catarinense e, até antes da eleição de Nunes, era o primeiro na linha de sucessão na CBF, move uma ação na 2; Vara Cível do Rio contra a assembleia eleitoral de ontem. Ele chegou a obter uma liminar proibindo a realização do pleito, derrubada na véspera pela CBF. A ação, porém, prossegue na Justiça do Rio.

Gustavo Feijó, vice que representa a Região Nordeste e que ontem se absteve de votar ; ele representou o CRB ;, aponta para o desrespeito em diversos itens do estatuto. ;Já me manifestei. Houve uma reunião pela manhã com o presidente em exercício (Marcus Vicente) e também vou fazer por escrito. Somos regidos pelo estatuto, e se nós não pudermos cobrar nosso direito, eu não sei onde o país vai parar;, comentou.

O Coronel Nunes foi candidato único na eleição convocada pela entidade para suprir a vaga que pertencia a José Maria Marin. Com a decisão, ele se torna o mais velho vice-presidente da CBF, deixando para trás Delfim Peixoto, 74 anos. Assim, o dirigente, de 77, será o novo presidente da entidade caso Marco Polo Del Nero, atualmente licenciado, seja afastado definitivamente do cargo.

Nunes se disse ;amigo de muitos anos; de Del Nero, mas desconversou quando questionado se acreditava na inocência do cartola, investigado pela Fifa e pela Justiça norte-americana. ;Não tenho acesso aos autos;, declarou.

Bacharel em direito, Nunes diz que não existe corrupção no futebol brasileiro. ;Acredito que não. Nunca vi. Não tenho conhecimento. Não sei se alguém não teve coragem de chegar perto de mim;, assegurou.

O coronel também se disse surpreso com a repercussão que atingiu o processo eleitoral. ;Eu fiquei surpreso que uma simples eleição para preencher uma vacância de cargo de vice-presidente tivesse esse barulho todo, rolou pela Justiça;, afirmou. Mas Nunes tem uma opinião sobre a razão disso. ;É público e notório: foi porque era para a vaga do José Maria Marin. Aí, acaba virando noticiário no mundo inteiro;.

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