Eixo capital

Eixo capital

Ana maria campos/anacampos.df@dabr.com.br
postado em 17/12/2015 00:00




Para eles, o ano acabou antes

A equipe que vai tocar o governo Rollemberg em 2016 tem uma cara bem diferente da que começou a trabalhar em primeiro de janeiro de 2015. Entre os 26 integrantes do primeiro escalão nomeados no Diário Oficial, apenas 12 permanecem. Alguns, como Hélio Doyle, Carlos Tomé, Leonardo Colombini, Arthur Trindade e Antônio Vogel começaram a gestão com uma supercotação, mas deixaram os cargos prematuramente. Outros, como Jaime Recena e Leila Barros, estão no governo, mas sem o mesmo status. Houve mudanças em quase todas as áreas estratégicas: Casa Civil, Mobilidade, Gestão Administrativa, Fazenda, Controladoria-geral, Saúde e Segurança Pública.



Fruto da Dubai

A Operação Dubai, com prisões de empresários e representantes do setor de postos de combustíveis, como Antônio Matias, da rede Gasol, já rendeu um fruto: a aprovação do projeto que permite a instalação de bombas de gasolina e álcool em supermercados. A repercussão das evidências de formação de cartel fez com que o projeto, do deputado Chico Vigilante (PT), fosse aprovado com 22 votos no segundo turno ontem. Mas a polêmica não acabou. Ainda há risco de o projeto ser questionado pelo Ministério Público do Distrito Federal no Tribunal de Justiça do DF por vício de inciativa. Foi proposto pelo Legislativo e não pelo Executivo.



Agradecimento a Rollemberg

Rodrigo Rollemberg (PSB) atuou diretamente na aprovação do projeto do deputado Chico Vigilante (PT) que autoriza a instalação de postos de combustíveis em supermercados. O governador ligou para o líder do governo, Júlio César (PRB), e pediu empenho. Falou também com a presidente da Câmara, Celina Leão (PDT). No fim da noite de ontem, o petista telefonou para Rollemberg e agradeceu o esforço. Da parte do Executivo não haverá questionamento sobre a constitucionalidade do projeto. Rollemberg vai sancionar.



Aposta no impeachment

Os integrantes da oposição a Rodrigo Rollemberg (PSB) que já começaram a se unir para montar uma chapa com vistas a 2018 apostam na derrocada da presidente Dilma Rousseff. Com Michel Temer no Palácio do Planalto, numa aliança com PSDB, o grupo terá mais espaço para fazer política.

A orla e a legalidade

Apontada durante a campanha eleitoral do ano passado como um dos nós a ser herdado por quem assumisse o Palácio do Buriti, a desocupação da orla do Lago Paranoá virou uma das principais bandeiras positivas apresentadas pelo governador Rodrigo Rollemberg no primeiro ano de gestão. Quem mora na beira do lago não ficou satisfeito, mas o chefe do Executivo sempre poderá usar o discurso da legalidade. Está cumprindo uma decisão judicial transitada em julgado. Não tinha saída a não ser cumprir.



O fim das pedaladas?

Rollemberg deu um primeiro passo para acabar com as pedaladas fiscais, mas apenas na seara contábil. Ele garante que vai acabar com a prática até o fim de seu mandato. Mas para isso ele terá de pagar uma folha salarial a mais do que seus antecessores: o socialista quitou, em janeiro, os vencimentos de dezembro herdados de Agnelo Queiroz (PT) e não poderá deixar em aberto uma folha para seu sucessor, como fizeram os últimos governadores do DF. Rollemberg terá de decidir se vai preferir pagar uma folha salarial a mais, estimada em R$ 1,5 bilhão, ou destinar o dinheiro para investimentos. Se é que vai sobrar dinheiro para uma das duas opções.



Com o controle

Para quem tem dito que o secretário-adjunto de Relações Institucionais, Igor Tokarski. ; que é responsável pela interlocução com os deputados -- atuou de alguma forma na aprovação da emenda da reeleição à presidência da Câmara Legislativa, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) afirma: ;Jamais delegaria essa tarefa;.



Mudança de interinos

Em menos de uma semana, o governador Rodrigo Rollemberg mudou o interino da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do DF. Thiago Jarjour, atual secretário-adjunto do Trabalho, foi nomeado segunda-feira para substituir Joe Valle que retornou para a Câmara Legislativa na semana passada para votar projetos importantes. Um dia depois, Rollemberg tornou a indicação sem efeito e colocou no lugar a também adjunta Marlene de Fátima Azevedo. Atendeu a um pedido de Joe Valle. Marlene entrou na equipe por recomendação das petistas Arlete Sampaio e a deputada federal Érika Kokay (DF).



Confusão de siglas

O deputado Reginaldo Veras é filiado ao PDT e não ao PSD, como publicado ontem.



Siga o dinheiro

R$ 79.522.713,65

É o valor liquidado até o momento no orçamento deste ano para complementação, com recursos próprios do GDF, do programa Bolsa-Família, segundo dados levantados no Siggo (Sistema de Gestão do Orçamento), pela liderança do PT na Câmara Legislativa. Montante representa menos de 80% do que foi destinado no ano passado.




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