Prevenção reduz mortes em até 28%

Prevenção reduz mortes em até 28%

postado em 18/12/2015 00:00
Mais mortal dos tumores ginecológicos, o câncer de ovário é descoberto, em 75% dos casos, em estágio avançado. Médicos reforçam a necessidade de acompanhamento preventivo, mas o impacto positivo desse método ainda não havia sido contabilizado cientificamente. Agora, pesquisadores da University College London, no Reino Unido, trazem na revista The Lancet detalhes da importância dessa análise preliminar, chamada despistagem sistemática. ;Os resultados mostram uma redução da mortalidade atribuída à despistagem variando de 15% a 28%;, diz Ian Jacobs, líder do estudo.

O grupo chegou a essa conclusão após analisar 200 mil mulheres britânicas com idade entre 50 e 74 anos. Elas foram recrutadas entre 2001 e 2005 e acompanhadas até o ano passado. Metade foi submetida à despistagem, sendo que 50 mil foram monitoradas por meio de ultrassonografia pélvica transvaginal anual e 50 mil, submetidas a um teste de dosagem anual de um marcador específico do câncer de ovário, além da ultrassonografia. As outras 100 mil participantes não fizeram esse tipo de exame.

Ao fim dos 10 anos de acompanhamento, 1.282 mulheres tinham desenvolvido câncer de ovário, sendo que 649 morreram em decorrência do carcinoma. Analisando os óbitos, os pesquisadores detectaram uma mortalidade um pouco mais baixa (de 11% a 15%) nas participantes que haviam passado pela despistagem. Mas descobriram, principalmente, que uma detecção precoce do câncer graças aos exames preventivos reduziu a mortalidade ;significativamente;: em 28% ao longo de sete anos de exames preventivos, contra apenas 8% antes de sete anos. ;Esta é a primeira evidência (...) de que a despistagem pode reduzir as mortes por câncer de ovário (;) A descoberta precoce é importante, dado o limitado progresso feito no tratamento desse tipo de câncer nos últimos 30 anos;, comemorou Ushah Menon, coautor do estudo.

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