Professor se retrata com Agnelo

Professor se retrata com Agnelo

Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios determina que educador peça desculpas públicas ao ex-governador após críticas postadas em rede social. Além de uma queixa-crime, o acusado havia sido denunciado por calúnia, difamação e injúria

postado em 18/12/2015 00:00
 (foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)



O professor de geografia Marcos Sampaio Brandão publicou ontem, no perfil da rede social, uma nota na qual se retrata das acusações feitas ao ex- governador Agnelo Queiroz e a gestão dele. Agnelo havia entrado com uma queixa-crime na 3; Vara Criminal de Brasília no fim de outubro, e na última terça-feira, o Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) realizou uma audiência de conciliação.

Na página dele, Marcos escreveu: ;Venho me retratar quanto às expressões e fatos publicados, bem como retirar os textos alusivos ao Dr. Agnelo Santos Queiroz Filho, ex-governador do Distrito Federal. Tal retratação se dá especialmente no tocante aos seguintes tópicos: não é corrupto, não é ladrão famoso, não é vagabundo, não faz todo mundo de otário, não praticou roubo, não deixou rombo impagável em seu governo, não é um canalha, não exerceu um governo corrupto;.

Marcos anexou à publicação um documento da audiência, confirmando as acusações de calúnia, difamação e injúria. O juiz Francisco Antônio Alves de Oliveira manteve o processo em uma vara criminal e decidiu não mandar o caso para um juizado especial criminal. ;A conduta imputada ao querelado na presente queixa-crime não é de menor potencial ofensivo, uma vez que a soma das penas máximas abstratamente combinadas ultrapassa o patamar de 2 anos;, alegou o magistrado.

Segundo o advogado do professor, Alberto Corrêa Cardim Neto, em vista do caráter criminal da ação, ele e o cliente decidiram aceitar a condição de retratação em mídia social e a retirada dos textos precursores da acusação. Agora, eles aguardam a conclusão dos trâmites judiciais para o arquivamento definitivo do processo.

2 anos

Pena mínima que seria atribuída ao educador

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