Papa cobra esforços para reformar a Cúria

Papa cobra esforços para reformar a Cúria

postado em 22/12/2015 00:00
 (foto: Alberto Pizzoli/AFP)
(foto: Alberto Pizzoli/AFP)
O papa Francisco voltou a aproveitar a tradicional mensagem de Natal aos cardeais e bispos que trabalham no Vaticano para tratar de um dos pontos considerados mais delicados de seu pontificado: os escândalos que atingem a Igreja Católica. Na imponente Sala Clementina, o pontífice afirmou que a reforma da Cúria prosseguirá, cobrou a renúncia dos religiosos às tentações e agradeceu aos que trabalham ;com dedicação, devoção, lealdade e profissionalismo; na Santa Sé. ;A reforma da Cúria (governo central da Igreja) seguirá adiante com determinação, clareza e resolução;, ressaltou Francisco.

Na mensagem natalina do ano passado, o papa surpreendeu ao pedir que cardeais fizessem um exame de consciência. E provocou mal-estar na hierarquia da Igreja, ao falar, com franqueza extrema, de enfermidades que acometem o Vaticano, entre elas a que chamou de chamou de Alzheimer espiritual ; o esquecimento do fervor da fé.

Ontem, Francisco fez referências, ainda que de forma indireta, aos novos escândalos de corrupção e aos gastos excessivos protagonizados por alguns religiosos e denunciados pela imprensa italiana como o caso VatiLeaks 2. E receitou um ;catálogo de virtudes; aos integrantes da Igreja. ;Precisamos apostar na necessidade de advogar pela honestidade, a maturidade, a humildade, a sobriedade, a caridade e a verdade. A pessoa honesta não atua de forma correta somente diante do olhar do vigilante ou do superior. Não tem medo de ser surpreendida porque nunca engana;, alertou.

Perdão
O papa também falou com os funcionários do Vaticano na Sala Paulo VI. A eles, pediu pediu ;perdão; pelos escândalos. ;Gostaria que rezassem pelas pessoas envolvidas, para que os que se desviaram possam recuperar o caminho correto;, disse, com um tom menos duro que o utilizado ano passado. Também agradeceu. ;Seria uma grande injustiça deixar de expressar uma profunda gratidão e um grande estímulo a todas as pessoas sãs e honestas.;

O pontífice concluiu o discurso à Cúria com um texto que é atribuído ao novo beato Oscar Arnulfo Romero, arcebispo de San Salvador, assassinado em 1980 por um grupo de extrema-direita: ;Somos operários, não mestres de obra, servidores, não messias. Nós somos profetas de um futuro que não nos pertence;.

;A reforma da Cúria seguirá adiante com determinação, clareza e resolução;
Papa Francisco



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