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postado em 14/01/2016 00:00


Celina Leão

Como não tenho empatia com nenhuma corrente política, sinto-me à vontade para refletir sobre a lastimável entrevista dada pela sra. Celina Leão ao Correio. Ela se julga a musa da política nacional. Suas declarações foram só de auto-louvação: única mulher presidente de casa legislativa; se classifica como brava, eufemismo que os grosseiros usam. Dá entender o que os colegas se acovardam diante dela. Diz que sua beleza (?) atrapalha, pois tem que provar mais competência. Incoerente, derrama loas a Roriz, o favelizador de Brasília, como o melhor governador. Ao insípido Cristovam, que para ela orgulha Brasília mundialmente. Odeia o inepto Agnelo, provavelmente por ele ter ignorado suas fanfarronices. Dá a entender que pode retirar a íntegra diretora da Agefis com um peteleco. Para ela, R$ 500 milhões de orçamento é justo. Aí vem a demagogia: a democracia não tem preço. O mais desconsertante é a defesa ferrenha da competência da Casa. Se não for pedir muito, esperamos não rever a manchete do Correio #vaitrabalhardeputado.
; Renato Vivacqua,
Asa Norte

Lava-Jato

A Operação Lava-Jato chega mais perto do ex-presidente Lula. Em delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró diz que sua indicação foi chancelada por Lula ; retribuição pela mediação que teria permitido ao PT saldar velhas dívidas. Ninguém é ingênuo o bastante para não suspeitar que Lula e todos os grandes figurões do PT sabiam ou estão envolvidos no esquema instalado na estatal. A maioria das pessoas sabe que os aliados nadaram de braçada no mar de dinheiro desviado da empresa. O que impressiona é o foco das investigações apenas sobre o PT. Na eclosão do escândalo, a Polícia Federal e o Ministério Público davam conta de que várias outras legendas, inclusive o PSDB, haviam se locupletado dos desvios. Mas não vemos figurões de outros partidos serem presos. Por que será?
; André Vilas,
Sudoeste

Criminalidade


A frouxa legislação penal é estímulo aos criminosos. As leis são tão cheias de brechas que as tornam frágeis. Não à toa. Quem legisla sabe que é preciso preservar caminhos que possam amparar eventual Plano B, no caso de serem pilhados em irregularidades. Assim, as leis têm apenas aparente rigor a cada mudança, que só ocorrem quando alguma infração provoca comoção social, e ela precisa ter sido cometida contra alguma celebridade. Crianças indígenas degoladas, por exemplo, não sensibilizam sequer os operadores da lei. Nesse compasso, vemos, a cada dia, que os bandidos sem mandato são mais ousados em suas ações. O assalto à joalheiria no Lago Sul, protegida por seguranças e circuito de vigilância não inibiriu o grupo de ladrões. Roubaram sem máscaras. Sabem que, se presos, não ficarão muito tempo atrás das grades ; possivelmente, são bandidos classe A, com bom lastro financeiro.
; Adalberto Martins,
Noroeste

Violência


A reportagem ;Provas do Enem revelam violência; (12/1, pág. 6) realça a violência contra as mulheres no país. A banca de avaliadores identificou que algumas redações podiam ser comparadas a depoimentos ou desabafos de vítimas de agressões. O Brasil ocupa, tristemente, a quinta posição mundial em casos de violência contra mulheres. Em 2015, foram 634 mil ligações para o 180 ; número relevante e indicativo de que falta educação aos homens. Muitos ainda se sentem proprietários da mulher ou da namorada, as tratam como objeto. As punições são brandas. As audiências de conciliação são encenações, nas quais o homem se coloca como alguém perturbado e necessitado de ajuda. É hora de aplicar a legislação com mais rigor. Quem agride mulher dificilmente pode viver em sociedade.
; Bethânia Miranda,
Taguatinga


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