Irã liberta marinheiros americanos

Irã liberta marinheiros americanos

postado em 14/01/2016 00:00
 (foto: AFP)
(foto: AFP)



O regime iraniano libertou, ontem, os dez marinheiros norte-americanos retidos na véspera a bordo de duas embarcações que tinham entrado em águas territoriais do Irã, depois de concluir que o problema não foi deliberado. Por meio de um comunicado, o Pentágono confirmou que as duas embarcações e suas respectivas tripulações zarparam da Ilha de Farsi, para onde foram levadas pela Marinha da Guarda Revolucionária. ;Não há indícios de que os marinheiros tenham sido feridos durante a breve detenção;, informou o Departamento de Defesa dos EUA.

Os dez marinheiros ; nove homens e uma mulher ; permaneceram detidos por menos de 24 horas após a interceptação dos navios, na terça-feira. ;Ficou estabelecido que a entrada nas águas territoriais do país não foi intencional. Depois de pedirem desculpas, foram liberados em águas internacionais;, destacou a Guarda Revolucionária, a unidade de elite do regime islâmico, em nota divulgada pela televisão estatal iraniana. ;A Marinha (americana) investigará as circunstâncias que levaram à presença dos marinheiros no Irã;, completou.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, expressou agradecimento às autoridades de Teerã pela rápida liberação. ;O fato de que este assunto tenha sido resolvido de forma pacífica e eficaz demonstra o papel crucial que a diplomacia teve para manter a segurança e a força de nosso país;, afirmou, por meio de comunicado.

Por sua vez, o almirante Ali Fadavi, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, lembrou que a ação dos marinheiros ;não era hostil, nem estava destinada a espionar;. Segundo ele, a incursão dos americanos em águas territoriais foi causada por falha no sistema de navegação. Na noite de terça-feira, o governo dos EUA anunciou que tinha perdido contato com os dois pequenos barcos militares, que navegavam entre Kuwait e Barein. O incidente coincide com o momento em que o Irã e as grandes potências se preparam para implementar o acordo nuclear assinado em Viena, no ano passado.

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