Jihadista se passou por refugiado, diz premiê

Jihadista se passou por refugiado, diz premiê

postado em 14/01/2016 00:00
 (foto: Bulent Kilic/AFP)
(foto: Bulent Kilic/AFP)



Nas 24 horas seguintes ao ataque terrorista a um dos principais pontos turísticos de Istambul, a polícia turca deteve para averiguação mais de 70 pessoas supostamente ligadas ao Estado Islâmico ; entre elas cinco suspeitos de conexão direta com o atentado suicida e que tiveram prisão preventiva decretada. Não foram divulgadas informações sobre as identidades dos investigados. Autoridades divulgaram, de qualquer forma, a detenção de três russos que teriam vínculos com o grupo extremista.

Segundo o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, o homem-bomba que se explodiu no bairro de Sultanahmet, matando 10 alemães, chegou no país como um refugiado da Síria. ;Essa pessoa não foi investigada. Entrou na Turquia como um imigrante qualquer;, assinalou o premiê.

De acordo com a imprensa turca, o jihadista seria Nabil Faldi, de origem saudita. Ele teria entrado na Turquia no dia 5 de janeiro. A identificação do homem, de 28 anos, de acordo com a imprensa, foi possível graças a impressões digitais coletadas pela perícia. Após o atentado, a polícia lançou várias operações em círculos jihadistas, aparentemente sem relação direta com os atentado. Ainda na terça-feira, as forças de segurança detiveram 65 supostos simpatizantes do EI em Ancara, Izmir, Kilis, Adana, Mersin e Sanliurf. Ontem, mais nove pessoas em Antalya e Mersin, entre elas os três russos, segundo a agência de notícias Dogan.

;A investigação segue em curso meticulosamente;, disse o ministro do Interior turco, Efkan Ala, que se reuniu com seu colega alemão, Thomas de Maizi;re, em Istambul. Ambos descartaram que os germânicos eram alvo do EI.

O suicida detonou seu cinturão de explosivos em pleno centro histórico de Istambul, no local onde se erguia o antigo hipódromo de Constantinopla, perto da Basílica de Santa Sofia e da Mesquita Azul, locais visitados todos os anos por milhares de turistas estrangeiros. Ontem, Ahmet Davutoglu visitou os feridos e depois foi com De Maizi;re ao local do ataque, onde depositou flores.

A Turquia vive em estado de alerta permanente desde o duplo atentado suicida de 10 de outubro do ano passado em Ancara, que deixou 103 mortos e 500 feridos. Ontem, a imprensa independente turca denunciou a responsabilidade do governo nos atentados recentes. ;Estamos sentados sobre uma bomba relógio e a única razão desta situação é a tolerância obsessiva (do governo) com os grupos jihadistas;, noticiou o jornal Hürriyet.


Homem-bomba
no Paquistão


O terceiro dia de campanha contra a poliomielite em Quetta, na província paquistanesa de Baluchistão, foi marcado por um atentado que deixou pelo menos 15 mortos e 15 feridos ; sete em estado grave. Um homem-bomba invadiu um centro de vacinação e detonou os explosivos. O ataque foi reivindicado pelos talibãs paquistaneses, que lideram uma insurreição contra o governo desde 2007. Paquistão e Afeganistão são os dois últimos países do mundo onde a poliomielite continua sendo endêmica. As tentativas de erradicar a doença são afetadas por ataques contra as equipes de vacinação.




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