Grammy coroa o pop em festa com belas homenagens

Grammy coroa o pop em festa com belas homenagens

Grammy premia os favoritos, sem apresentar surpresas, em noite que homenageou David Bowie e Lionel Ritchie

» Adriana Izel
postado em 17/02/2016 00:00
 (foto: Robyn Beck/AFP)
(foto: Robyn Beck/AFP)




A 58; edição do prêmio Grammy reuniu, na noite de segunda-feira, os principais nomes da música mundial em Los Angeles para receber os gramofones de melhores do ano. Os grandes vencedores da noite foram o rapper Kendrick Lamar, o que só consagrou o ótimo ano do artista após lançar o álbum To pimp a butterfly, e a pop Taylor Swift. Mas o prêmio ainda confirmou o sucesso de nomes como Bruno Mars, Mark Ronson, Ed Sheeran, Meghan Trainor e Alabama Shakes. Sem muitas novidades entre os vencedores, as apresentações foram os pontos que mais chamaram a atenção na noite.

A começar pelo show de Lady Gaga em homenagem ao astro camaleão David Bowie, que morreu em janeiro deste ano. Totalmente inspirada no britânico, a artista apareceu de cabelos vermelhos e com looks extravagantes para cantar sucessos do artista, como Space oddity, Rebel rebel e Fame. A cantora desagradou ao filho de Bowie, Duncan Jones, que criticou a apresentação na internet. Coube a John Legend, Demi Lovato e Meghan Trainor fazer um tributo a Lionel Ritchie, o vencedor do prêmio especial da noite, MusiCares person of the year.

CELEBRAÇÃO
Quem bombou
Kendrick Lamar definitivamente foi o nome da noite. Com 11 indicações, o rapper levou cinco gramofones de ouro, nas categorias Melhor álbum de rap, Melhor parceria de rap, Melhor performance de rap, Melhor música de rap e Melhor videoclipe, esse último pela parceria com Taylor Swift em Bad blood. Além do acúmulo de prêmios, o artista chamou a atenção pela apresentação em que celebrou as raízes africanas com músicas como The blacker the berry e o hit Alright.

Já Taylor Swift, a outra grande vitoriosa da noite, conquistou três prêmios: Melhor videoclipe e duas categorias por 1989, Melhor álbum pop vocal e Melhor álbum do ano. Ela aproveitou o momento do agradecimento para alfinetar o rapper Kanye West, que lançou a faixa Famous, em que diz que ela se tornou famosa graças a ele. ;Terão pessoas no seu caminho tentando boicotar seu sucesso ou tentando levar os créditos pelas suas realizações ou pela sua fama. Mas, se você focar apenas no trabalho e não deixar ninguém colocar você de lado, um dia, vai olhar ao seu redor e vai saber que foi você mesma e todas as pessoas que te amam que te colocaram ali;, disse.

O hit Uptown funk rendeu a Bruno Mars e Mark Ronson os prêmios de Gravação do ano e Melhor performance de duo ou grupo. A surpreendente banda Alabama Shakes também levou vários prêmios: Melhor álbum alternativo, Melhor performance rock e Melhor música de rock, por Don;t wanna fight. Outro queridinho do mundo pop, o britânico Ed Sheeran, levou dois gramofones para casa por Thinking out loud, nas categorias Música do ano e Melhor performance pop solo.

Micos da noite
Claro que uma reunião de várias estrelas do mundo pop também contaria com micos e momentos de vergonha alheia. Gwen Stefani resolveu inovar ao gravar um clipe ao vivo Make me like you durante o intervalo do Grammy. Porém, o que todo mundo lembrará é o tombo que a cantora (ou melhor, a dublê da artista) levou.

Já a britânica Adele teve parte de sua apresentação prejudicada por uma falha técnica. Durante a execução de All I ask, um microfone caiu no piano e fez um barulho terrível. Mesmo assim, Adele continuou e depois se justificou pelas redes sociais: ;Os microfones do piano caíram sobre as cordas do instrumento, que é o que o som da guitarra era. Isso fez soar fora de sintonia. Problemas acontecem;.

Quem esperava por Rihanna se decepcionou. Com apresentação marcada para a noite do Grammy, a cantora não apareceu para cantar o single Kiss is better, do álbum ANTI. A artista alegou que estava com bronquite, por isso não pôde comparecer ao prêmio.

E o Brasil?
O país concorria em três categorias: Melhor álbum de jazz latino, Melhor álbum de world music e Melhor arranjo, instrumento e vocai,s com indicações para Eliane Elias, Gilberto Gil e Catina DeLuna, respectivamente. A única vencedora entre os tupiniquins foi Eliane Elias, com o CD Made in Brazil.

O prêmio da brasileira foi anunciado na tarde de segunda-feira, horas antes da premiação oficial. A artista usou as redes sociais para falar sobre a conquista. ;Estou muito feliz de compartilhar com vocês, meus queridos amigos, que Made in Brazil ganhou o prêmio de Melhor álbum de jazz latino do ano. Muito obrigada pelo apoio infinito. Eu amo todos vocês;, escreveu em seu perfil nas redes sociais.

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