Investimento internacional

Investimento internacional

» NATÁLIA LAMBERT
postado em 17/02/2016 00:00
Diante dos mais de 5 mil casos de microcefalia em investigação no país e da provável relação deles com o vírus zika, a União Europeia (UE) investirá 10 milhões de euros em pesquisas sobre o mosquito Aedes aegypti, as viroses transmitidas por ele, a associação com malformações congênitas e possíveis tratamentos e vacinas. O embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, explica que, com o fenômeno da globalização, nenhum país está isento de uma epidemia como essa. ;A União Europeia tem o dever da solidariedade. O Brasil pode e deve contar conosco;, assegurou.

O anúncio foi feito na manhã de ontem durante encontro do ministro da Saúde, Marcelo Castro, com 23 embaixadores de países europeus e um representante da França, na sede da Delegação da União Europeia em Brasília. A verba será gerenciada pelo programa de incentivo à pesquisa e inovação do bloco econômico Horizonte 2020 e será entregue diretamente para as instituições vencedoras da disputa.

Ao criticar a falta de compartilhamento de informações no Brasil, Cravinho explicou que o principal objetivo é unificar o conhecimento existente. ;No Brasil, há uma dispersão. Cada um sabe um pouco, mas não se mistura muito. Queremos financiar essa rede de conhecimento;, comentou. O edital ; ainda em fase de elaboração ; será lançado em 15 de março, e entidades de pesquisa do mundo inteiro terão um mês para inscrever projetos. Não haverá exigência de contrapartida. A intenção do bloco econômico é que, a partir de junho, a proposta vencedora esteja sendo implementada. ;Infelizmente, o tempo científico não é o tempo da emergência.;

A convite da delegação da União Europeia, o ministro Marcelo Castro foi ao encontro prestar esclarecimentos sobre as ações que o governo brasileiro está adotando para conter as doenças associadas ao Aedes aegypti. Castro fez uma apresentação, mostrou as recentes ações de combate ao mosquito e respondeu a diversos questionamentos. ;O mundo está preocupado. A Organização Mundial da Saúde declarou estado de emergência em saúde pública internacional;, afirmou.

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