Desfile afeta imagem do Galo

Desfile afeta imagem do Galo

Lançamento de uniforme com modelos de biquíni vira alvo de críticas. Clube estreia hoje

postado em 17/02/2016 00:00
 (foto: Bruno Cantini/Atlético)
(foto: Bruno Cantini/Atlético)







O Atlético-MG lançou o uniforme para a temporada 2016 na segunda-feira, numa casa de festas em Belo Horizonte. Um fator em especial no evento chamou a atenção dos torcedores: a representação da figura feminina. Na passarela, enquanto os modelos masculinos vestiam o uniforme completo, com calção e camisa, as mulheres entraram usando apenas a nova camisa por cima do biquíni. Nas redes sociais houve uma enxurrada de críticas.


Usuários do Twitter, por exemplo, descreveram o desfile como ;sexista; e ;machista ao extremo;. Houve até quem convocasse a torcida do alvinegro para protestar em relação ao episódio: ;Te cuida seus machistas (sic), a Massa Atleticana vai ser toda feminista!”, escreveu a usuária @LuanaRamos. ;Mulher de calcinha em lançamento de camisa de futebol. Mais machistinha, impossível;, postou @ElenCAM.


O descontentamento também refletiu em comunicados divulgados por torcidas organizadas. A Galo Marx, facção com diretrizes socialistas, aproveitou a oportunidade para demonstrar total repúdio ao papel relegado às mulheres durante o desfile. ;A representação da torcida feminina atleticana ficou limitada a modelos desfilando de lingerie e biquíni, enroladas em bandeiras ou, no máximo, vestidas com minúsculos shorts. As modelos femininas estavam presentes, aparentemente, apenas para o prazer masculino;, ressaltou a organizada, em nota.


O diretor comercial da Dryworld no Brasil, Valquírio Cabral, afirmou que o desfile e a organização da festa de lançamento da coleção foram de responsabilidade do Atlético. Segundo ele, a exposição das garotas com trajes curtos não foi uma estratégia da empresa.


;Estamos vendo a repercussão do desfile nas redes sociais e fomos pegos de surpresa. Gostaríamos de esclarecer que quem fez o desfile foi o Atlético, isso foi organizado pelo Atlético, e soubemos na hora. De qualquer forma, não foi nossa intenção atacar as mulheres, aquilo era um show, um desfile de moda. A Dryworld não é machista;, alegou. O clube, por sua vez, não havia se posicionado sobre o assunto até o fechamento desta edição.


Outra polêmica coloca o público feminino em choque com a Dryworld. Em vários posts, mulheres que já tiveram acesso a camisas promocionais da fornecedora protestaram sobre as instruções de lavagem. Isso porque as peças estampam a polêmica frase ;give it to your wife; (entregue para a sua mulher).


A Dryworld admitiu que houve uma ;infelicidade;. Segundo Valquírio Cabral, a empresa já identificou os funcionários que, ;por conta própria;, teriam feito as estampas. Todo o material foi confeccionado na fábrica paranaense da Rocamp. ;A Dryworld repudia totalmente esse tipo de postura machista. Pedimos desculpas.;


À parte as polêmicas extracampo, o Galo estreia hoje na Libertadores contra o Melgar, em Arequipa, no Peru. As baixas são Robinho, fora de forma, e Thiago Ribeiro, Carlos e Dátolo, lesionados. Além disso, o meia equatoriano Cazares ainda não teve o contrato regularizado, em razão de imbróglio envolvendo o clube argentino Banfield.


O Atlético terá o desafio de tentar frear um time eufórico pelo retorno à Libertadores após 32 anos. O campeão peruano de 2015 inicia a terceira participação no torneio tentando aproveitar o fator casa para triunfar.






Melgar
Álvarez; Arismendi, Schuler, Villaramín e Quina; Palomino, Estrada, Santamaría, Fernández e Zúñiga; Cuesta
Técnico: Juan Reynoso

Atlético-MG
Victor; Marcos Rocha, Erazo, Leonardo Silva e Douglas Santos; Rafael Carioca, Leandro Donizete, Hyuri, Luan e Patric; Lucas Pratto
Técnico: Diego Aguirre

Univ. San Agustín
Arequipa (PER)

21h45
Transmissão
FOX Sports 2
Copa Libertadores
1; rodada






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