Brasil tem 583 casos confirmados de microcefalia

Brasil tem 583 casos confirmados de microcefalia

postado em 24/02/2016 00:00
São Paulo ; O número de casos confirmados de microcefalia no Brasil aumentou 26% nos últimos 10 dias, passando de 462 para 583 segundo o novo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde ontem. Outros 950 casos suspeitos foram descartados depois de análises mais criteriosas, por serem crianças sem a má-formação ou por não serem relacionados a infecções por vírus ou bactérias. Todos os números se referem ao período de 22 de outubro de 2015 e 20 de fevereiro deste ano, e incluem ;outras alterações do sistema nervoso central; além da microcefalia.

Já foram notificados 120 óbitos de bebês por microcefalia, o que inclui morte pós-parto e aborto espontâneo. No boletim anterior, divulgado em 22 de fevereiro, eram 91. Desses, 30 foram investigados e confirmados para microcefalia (contra 24 no balanço anterior) e 10 foram descartados. Outros 80 continuam em estudo. O Ministério da Saúde informou que há 4.107 casos em investigação, distribuídos em 1.101 municípios de 25 unidades da federação. Amapá e Amazonas permanecem como os únicos estados da Federação que não têm nenhum registro de casos.

Pernambuco tem com o maior número de casos confirmados de microcefalia com infecção por zika (209), seguido da Bahia (120). Mesmo nesses casos, não está excluída a possibilidade de a mãe da criança ter tido outras infecções capazes de provocar danos ao sistema nervoso do feto. Ou seja: não são casos em que o zika foi identificado como única causa possível da má-formação.

;Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central informados pelos estados e a possível relação com o vírus zika e outras infecções congênitas;, diz o boletim. ;A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do zika, como sífilis, toxoplasmose, outros agentes infecciosos, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.;

No interior de São Paulo, a Santa Casa de Ribeirão Preto confirmou o diagnóstico da Síndrome de Guillain-Barré em um paciente de 57 anos que morreu na sexta-feira, 19, após uma semana de internação. A síndrome, geralmente causada por infecção bacteriana, também pode estar associada ao vírus da zika. A Secretaria de Saúde do município informou que amostras das vísceras do paciente foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz. Só após o resultado se tem o diagnóstico final.

Morte por H1N1
A prefeitura de Mendonça (SP), confirmou hoje a morte de um morador devido a complicações decorrentes de uma gripe provocada pelo vírus H1N1. Com o óbito, de 8 de fevereiro, já são sete os casos de pessoas vitimidas pela doença no Noroeste paulista. O paciente de 62 anos tinha pressão alta e estava internado no Hospital de Base de São José do Rio Preto. A confirmação foi feita depois que a coordenadoria de saúde do município recebeu o resultado dos exames.

A prefeitura de Catanduva (SP), com 74 casos suspeitos e 27 positivos, faz campanha de vacinação contra o vírus e já atendeu mais de 30 mil pessoas. As unidades de saúde têm isolamento para os casos suspeitos, já que a doença é altamente transmissível. O Ministério da Saúde informou que acompanha a situação dos casos de H1N1 no interior de São Paulo e que os números da doença estão em redução desde 2009, quando o país enfrentou epidemia com mais de 50 mil casos e cerca de 2 mil mortes.

EUA investiga 14 infecções
O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) divulgou ontem que investiga a transmissão sexual do vírus zika em pelo menos 14 casos ; entre eles o de gestantes. Em pelo menos duas pessoas, o único fator de risco das mulheres infectadas era o ato sexual com homens recém-chegados da América do Sul, região mais endêmica. O CDC ainda aguarda o resultado dos testes deles para confirmar a suspeita. Até o momento, a hipótese mais considerada pelo centro é de que os homens não sejam infectados durante o sexo, apenas as mulheres. A agência emitiu recomendação para utilização de preservativos. O primeiro caso de transmissão do vírus zika nos EUA foi relatado no Texas, em fevereiro. Na ocasião, as autoridades apontaram a relação sexual como a hipótese mais provável para a infecção, e não a picada pelo Aedes aegypti.

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