Taxa de gordura acusa versão rara

Taxa de gordura acusa versão rara

postado em 24/02/2016 00:00
Mudanças químicas ocorridas no sangue também poderão ser usadas como indicativo precoce da doença da Alzheimer. É o que propõem cientistas da Universidade Edith Cowan, na Austrália, em artigo divulgado, neste mês, no Journal of Alzheimer;s disease. Segundo o grupo, o sinal de alerta vem de alterações em substâncias semelhantes à gordura e está relacionado principalmente a uma forma rara da doença, a hereditária, que representa em torno de 5% dos casos.

Os cientistas liderados por Ralph Martins chegaram ao biomarcador após analisar o perfil lipídico de 20 pessoas que tinham a mutação responsável por essa forma mais rara de Alzheimer. Eles descobriram que esses indivíduos também apresentam níveis alterados de lipídios no plasma sanguíneo. Como o resultado é semelhante ao de estudos anteriores, a equipe concluiu que alterações no metabolismo de lípidos podem ser utilizadas como um teste preditivo para a doença neurodegenerativa.

Em pacientes com a doença de Alzheimer familiar, foram detectadas mutações dominantes, ou seja, ao apresentar o problema genético herdado do pai ou da mãe, o indivíduo desenvolverá o mal degenerativo. Geralmente, os sintomas começam a surgir entre 40 e 60 anos. A versão esporádica da doença pode afetar adultos de qualquer idade, mas, geralmente, se manifesta após os 65 anos. O gene ApoE14 é o único descoberto até o momento que pode causar um ligeiro aumento no risco de desenvolvimento do Alzheimer tardio. Ainda assim, pesquisas indicam que metade das pessoas que têm esse gene e vivem até aos 85 anos não desenvolve o problema.


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