O fim da "maldição" de Cech

O fim da "maldição" de Cech

Goleiro checo que passou 544 minutos sem levar gol do melhor do mundo vê Messi decretar vitória do Barcelona

postado em 24/02/2016 00:00
 (foto: Javier Soriano/AFP)
(foto: Javier Soriano/AFP)


Nas outras duas vezes que Arsenal e Barcelona se enfrentaram em mata-matas da Liga dos Campeões nos últimos anos, os ingleses até foram bem em casa e só sucumbiram na volta, na Espanha. Desta vez, nem isso. Com dois gols de Lionel Messi, que até então não havia marcado em seis duelos contra Peter Cech, o Barça venceu o Arsenal por 2 x 0 ontem, em Londres, em partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, e encaminhou vaga às quartas. A volta será em 16 de março, no Camp Nou.

Com o triunfo no Emirates Stadium, o Barcelona chega a 33 jogos de invencibilidade na temporada, desde outubro. Com mais um triunfo, iguala o recorde histórico espanhol, que pertence ao Real Madrid de 1988/1989. Nos dois próximos compromissos, o Barça pega o Sevilla (domingo, em casa) e o Rayo Vallecano (quinta-feira, fora) pelo Espanhol. O Arsenal faz clássico contra o Manchester United no domingo, fora, pelo Inglês.

Messi, com os dois gols, assumiu a disputa pela artilharia do futebol internacional no ano, com 16, superando exatamente o companheiro Suárez, que marcou 15. Na carreira, são oito gols do argentino em cinco jogos contra o Arsenal. Ele fora decisivo nos confrontos de 2011, pelas oitavas, e de 2010, nas quartas.

Depois de um duelo equilibrado até os 20 minutos do segundo tempo, o Barcelona tomou conta da partida.

Aos 26, em um daqueles contra-ataques mortais, Neymar recebeu a bola de Suárez, carregou e passou para Messi, livre, cortar Cech e abrir o placar. Foi o primeiro gol do argentino no goleiro checo em sete confrontos. Cech só foi vazado depois de 544 minutos. Até o encontro de ontem, ambos só haviam se enfrentado em partidas entre o Barcelona e o Chelsea ; todos pela Liga dos Campeões da Europa.

O Barça queria mais e conseguiu. O zagueiro Mertesacker errou o domínio na área, Flamini chegou atrasado para consertar e fez pênalti em Messi. O argentino mesmo bateu, deslocou Cech, e fez o segundo. Depois, nos acréscimos, o terceiro só não saiu porque o goleiro fez milagre para pegar cabeceio de Neymar.

Em Turim...

No outro jogo de ontem pelas oitavas de final, a Juventus renasceu das cinzas para se manter viva no confronto com o Bayern de Munique. Após dois terços da partida de ida, o silêncio nas arquibancadas em Turim representavam a frustração por ver a equipe da casa caindo por 2 x 0 diante do poderoso rival. Mas ao apito final, a empolgação da torcida mostrou que o empate por 2 x 2, mesmo que não tenha sido o melhor dos resultados, foi uma vitória moral para os italianos.

O Bayern abriu o placar aos 43 minutos do primeiro tempo. Thomas Müller abriu pela direita, Robben encarou Evra e cruzou, muito forte. Douglas Costa se esforçou e conseguiu tocar para o meio. A bola bateu em Barzagli e sobrou para Müller, que finalizou para a rede. Prêmio para um time que foi para o intervalo com 69% de posse e completou quase o triplo de passes do adversário: 314 x 113.

No segundo tempo, Robben ampliou a vantagem alemã. O holandês dominou pela direita e cortou para o meio até encontrar o espaço necessário para bater cruzado, sem chance para Buffon. Aos 30 minutos, Morata recebeu a bola de Mandzukic pela esquerda e devolveu de cabeça para o meio da área. Sturaro mergulhou de carrinho para tocar para a rede e deixar tudo igual.

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