Conta de luz 3% mais barata

Conta de luz 3% mais barata

Chuvas mais intensas permitem mudança de bandeira vermelha para amarela nas faturas, o que reduz de R$ 3 para R$ 1,50 o acréscimo cobrado a cada 100kWh consumidos. Em abril, a taxa extra será suspensa e tarifas cairão mais 6% a 6,5%

postado em 02/03/2016 00:00

Desde ontem, as contas de luz dos brasileiros estão mais baratas. O motivo é a mudança da bandeira tarifária aplicada às faturas, que passou de vermelha para amarela, conforme determinação do Ministério de Minas e Energia. Com isso, o acréscimo que é cobrado a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos caiu de R$ 3 para R$ 1,50. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que a troca da bandeira vai gerar uma redução média de 3% no valor da tarifa de luz no país Brasil em março.

Em janeiro de 2015, as faturas de energia elétrica passaram a sinalizar ao consumidor quando o fornecimento de energia é mais caro ou mais barato, o que depende das fontes de geração utilizadas. As termelétricas, por exemplo, produzem eletricidade mais cara do que as hidrelétricas, e o acionamento de um número muito grande desse tipo de usina, como vinha ocorrendo, acarreta maior custo.

Sinal verde


O sistema de bandeiras utiliza três cores: vermelha, quando o acréscimo é de R$ 3,00 a cada 100kWh na primeira faixa, e de R$ 4,50 na segunda; amarela, que acrescenta R$ 1,50; e verde, que indica a ausência da cobrança extra. Desde que a sinalização passou a ser utilizada, é a primeira vez que a bandeira tarifária deixa de ser vermelha.

No mês passado, o governo anunciou que, a partir de 1; de abril, as contas de luz trarão a bandeira verde, o que significa que a cobrança extra pelo uso de energia termelétrica será suspensa. Com isso, os consumidores terão uma redução média de 6% a 6,5% na conta de luz, segundo adiantou o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.

A mudança de bandeiras está sendo feita porque o aumento de chuvas nos últimos meses elevou o volume dos reservatórios das hidrelétricas, que têm custo de geração mais baixo. De 31 de dezembro de 2015 a 28 de fevereiro passado, as hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste saíram de um armazenamento médio de 29,82% para 50,69%. Com a maior produção das hidrelétricas, o governo decidiu desligar 21 usinas térmicas, o que vai possibilitar uma redução de custos de R$ 8 bilhões por ano. Em 2015, os brasileiros pagaram R$ 14,7 bilhões a mais nas contas de luz devido à cobrança da bandeira vermelha.

Outro fator que permitiu o desligamento de parte das térmicas é a queda no consumo de energia no país, resultado da crise econômica. Foi o recuo na demanda de energia, sobretudo pelas indústrias, que evitou o risco de racionamento de energia nos últimos dois anos, quando os níveis dos reservatórios estiveram muito baixos.

;A evolução positiva do período úmido de 2016, aliada à redução de demanda e à adição de novas usinas ao sistema elétrico brasileiro, possibilitou a mudança das bandeiras tarifárias;, informou a Aneel. Em janeiro, a capacidade instalada de geração de energia no Brasil alcançou 141.684 megawatts (MW) em janeiro, uma expansão de 5,7% ante o mesmo mês do ano passado, segundo o Ministério de Minas e Energia. O governo, porém, informou que a cobrança das bandeiras na conta de luz poderá voltar se as condições hidrológicas piorarem novamente. De acordo com os técnicos, a vantagem do regime de bandeiras é o de dar flexibilidade na administração dos custos do sistema elétrico.



  • Reajuste em aeroportos

    As tarifas de embarque em aeroportos administrados pela Infraero vão subir a partir de amanhã. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para embarques domésticos, a taxa passará de R$ 24,64 para R$ 27,68. Para embarques internacionais, o valor subirá de R$ 85,99 para R$ 91,41. Devido à alta do dólar, a taxa de embarque internacional será reajustada novamente, para R$ 109,13, em 19 de abril. As novas tarifas valem para 14 dos principais aeroportos públicos brasileiros, entre eles Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ).

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