As estrelas são os bichos

As estrelas são os bichos

Com carisma e fofura, animais fazem sucesso na tevê. Estopinha, cadela que está em duas atrações, conquistou 2,5 milhões de fãs nas redes sociais

» Alexandre de Paula Especial para o Correio
postado em 06/03/2016 00:00
 (foto: Regina Motta/Divulgação)
(foto: Regina Motta/Divulgação)


Uma vira-lata, com comportamento ruim e devolvida duas vezes antes da última adoção. Essas características, que espantariam quase qualquer pessoa em busca de um cãozinho de estimação, fizeram o especialista em comportamento animal Alexandre Rossi escolher Estopinha. A cadela de 6 anos foi além do esperado e se tornou um fenômeno na tevê e na internet.

Fofos e carismáticos, os bichinhos sempre fizeram parte da programação da tevê. Em alguns casos, eles aparecem só em participações menores, mas em outros são as verdadeiras estrelas das atrações.

;Eu esperava que ela fosse ficar conhecida por aparecer comigo nos programas, mas não poderia imaginar algo desse tamanho;, conta Rossi. A página da cadelinha no Facebook, por exemplo, tem mais de 2,5 milhões de curtidas.

Duplo expediente

Além de estar com Rossi no quadro Desafio pet do Programa da Eliana, no SBT, a cadela participa de Missão pet, exibido na NatGeo. Em ambos, Rossi auxilia donos a lidarem com animais de estimação rebeldes e busca uma abordagem educativa. ;É uma maneira de colaborar com o relacionamento das pessoas com os animais, principalmente com os pets.

Mais do que um show, a ideia é passar dicas de coisas que possam ser aplicadas na vida das pessoas;, explica Rossi.
A própria Estopinha, o especialista faz questão de lembrar, é um exemplo de que mesmo os animais aparentemente mais difíceis podem se adaptar e se tornar parte do cotidiano de quem quer uma mascote em casa.

;Ela mostra que o cão pode ser um membro da família, pode participar de quase tudo, viajar, acompanhar nas saídas. A história dela é uma ótima maneira de influenciar as pessoas a pensarem na adoção e no abandono de animais;, comenta.




Duas perguntas Alexandre Rossi

De que maneira aconteceu o crescimento do seu espaço na televisão? Foi planejado?
Nada foi planejado. Nunca tinha imaginado, nem me animava com a ideia. Eu sou tímido, bastante tímido. Foi bastante natural, vi uma oportunidade gigantesca de transmitir os conhecimentos que eu tinha, fui me esforçando. O retorno é impressionante. Hoje é um dos trabalhos que mais me satisfazem, levar o que estudo e a minha experiência quase que de forma gratuita para pessoas que nem sempre podem pagar um especialista.

Como estão administrando os convites que você e a Estopinha recebem?
A Estopinha recebe muitos convites, mais do que eu. A gente acaba sendo supercrítico em relação ao que ela vai fazer. Tem que ser aliado ao bem-estar dela. Ela adora sair, conhecer ambientes novos, adora bagunça, então é mais fácil. Mas a maioria dos convites a gente recusa porque a missão dela é muito séria. Só fazemos parcerias com quem realmente faça algo por esse meio.




Quase como a gente

Se casos como o de Estopinha (em que um cão ou um gato é considerado parte da família) são até comuns, há quem tenha em casa bichos mais surpreendentes. É o que vai mostrar a minissérie Quase humanos, que estreia no Animal Planet em 16 de março. O programa aborda os vínculos emocionais criados entre humanos e animais selvagens.

As histórias são contadas a partir dos depoimentos de quem viveu essa relação curiosa. Fotos e vídeos do arquivo dessas pessoas são usados para mostrar como a amizade entre eles se construiu e pode existir. Além disso, Quase humanos utiliza lembranças de amigos e familiares que presenciaram essa convivência inusitada entre animais e humanos.

Dividida em três capítulos de uma hora, a minissérie conta a história do leão Zamba, que foi criado dentro da casa da família de um treinador de animais; o chimpanzé Boris que morou dois anos em um apartamento de Manhattan; e o golfinho Jojo, que, mesmo sem nunca ter vivido em cativeiro, escolheu visitar diariamente um instrutor de mergulho.

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