Comunicação e poder

Comunicação e poder

postado em 06/03/2016 00:00
 (foto: Breno Fortes/CB/D.A.Press)
(foto: Breno Fortes/CB/D.A.Press)



As relações de poder têm uma conexão intrínseca com o diálogo. Nem sempre, entretanto, essa prática é feita de forma transparente e eficiente pelos governos, como pontou o jornalista e professor da USP Eugênio Bucci. Ele criticou a comunicação pública feita no país hoje, por meio de slogans, que ele classificou como ;massificação de valores de um certo pactus de adesão, obediência e subserviência;. Para Bucci, é inaceitável que a verba pública seja utilizada para promover uma visão sem diálogo com outros pontos de vista, inclusive o da oposição.


;Podemos entender, suponho, a crise política como uma resultante da negligência do poder em relação ao diálogo, ou seja, não se trata apenas de ver o diálogo como um caminho necessário para a superação da crise política: trata-se de um diagnóstico que talvez identifique na negligência como que essa questão foi tratada a origem ou as origens dos impasses políticos que nós estamos vivendo;, ressaltou. ;Não fosse a constituição de muralhas no lugar da constituição de pontes, seria possível que muitos dos dilemas, dos desfiladeiros traiçoeiros por onde vemos o país obrigado a trafegar, não se apresentassem dessa forma.;

Instituições públicas

A jornalista Virginia Galvez, diretora da Secretaria de Comunicação do Senado, complementou a discussão apresentando dados sobre o alcance dos meios de comunicação da Casa. No Facebook, são 1,2 milhão de seguidores. Na rede de televisão e mais de 5 mil horas de comissões foram exibidas ao vivo durante o ano passado.


;Acho que nós temos, desse lado da Praça dos Três Poderes, a tentativa e a possibilidade de diálogo;, avaliou, e elencou ainda algumas dessas possibilidades. ;O e-Cidadania permite que qualquer cidadão entre e manifeste sua opinião. Nós temos diversos projetos cujas manifestações foram consideradas, isso só está crescendo;, garantiu.


  • Virgínia Malheiros Galvez é jornalista, graduada pela Universidade de Brasília (UnB). Iniciou a carreira em 1979, como redatora no Jornal de Brasília, e atuou como repórter nas sucursais de O Globo e da Folha de S. Paulo na capital e na TV Globo. Ingressou no Senado Federal em 1998. Hoje, como diretora da Secretaria de Comunicação Social, coordena a TV Senado, a Rádio Senado, a Agência Senado, o Jornal do Senado e a atuação institucional nas mídias sociais e as áreas de marketing e relações públicas da Casa.






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