Família fica refém no Lago Sul

Família fica refém no Lago Sul

Bandidos invadem casa na QI 15, deixam as vítimas amarradas no banheiro dos fundos, recolhem objetos de valor e, na fuga, são surpreendidos por policiais militares. Assaltantes portavam arma de uso das forças armadas de Israel

Luiz Calcagno
postado em 14/03/2016 00:00
 (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)



Oroubo a residência, modalidade de crime que mais cresceu no DF neste ano, continua a aterrorizar os brasilienses. Na manhã de ontem, o ataque se repetiu no Lago Sul. Armados, Maurício da Silva Cardoso, 36 anos, e Milton Salas, 32, invadiram uma casa na QI 15 e roubaram pouco mais de R$ 400 em dinheiro, celulares, uma flauta e o carro da família. Uma das vítimas fugiu antes que a dupla pudesse abordá-la, pulou o muro e pediu ajuda a vizinhos, que acionaram a PM.


Balanço da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social aponta que crimes contra o patrimônio estão em alta na capital. Em fevereiro, 90 casas tornaram-se alvo de bandidos, contra 57 no mesmo período de 2015 ; o acréscimo é de 57,87%. No caso de ontem, os bandidos aproveitaram o momento em que a família se preparava para ir à igreja, às 9h30, e fizeram a abordagem. O pai manobrava o carro e esperaria a mulher e os filhos do lado de fora da residência, quando a dupla entrou e mostrou uma pistola 9mm, de uso das forças armadas israelenses.

Os acusados levaram as vítimas para o banheiro localizado nos fundos da casa e as deixaram amarradas. Enquanto agiam no interior da casa, policiais militares cercaram o endereço. Colocaram uma equipe em cada ponta do conjunto e outra na rua debaixo, para o caso de os assaltantes tentarem fugir saltando o muro para outra residência. A corporação se preparava para atuar em uma situação com reféns, mas a dupla logo pegou o veículo das vítimas e passou pelo portão do local.

Segundo o soldado da PM Anderson Figueiredo, Maurício e Milton só se deram conta da presença da polícia quando saíram com o carro. Eles ainda tentaram manobrar, mas perceberam que estavam cercados. ;Nós os abordamos ostensivamente, com as armas nas mãos. Não reagiram. Saíram com as mãos na cabeça e se entregaram;, relatou. Os acusados responderão por porte ilegal de arma de uso restrito, cárcere privado e roubo. Somadas, as penas podem chegar a 19 anos de prisão.

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