Toque você mesmo

Toque você mesmo

» Alexandre de Paula Especial para o Correio
postado em 14/03/2016 00:00
 (foto: Thiago Barreto/Divulgação)
(foto: Thiago Barreto/Divulgação)



Segunda-feira, fim do expediente, que tal tirar a poeira da guitarra e tocar algumas músicas com os amigos (ou até com desconhecidos) no palco de um happy hour? É essa a proposta do evento A fantástica fábrica de bandas, que ocorre, a partir de hoje, toda segunda às 20h no Club 904, na Asceb (904 Sul). A intenção é abrir espaço para, além de bandas já formadas, músicos amadores ou qualquer um que queira fazer um som numa noite de segunda.

Nesta primeira edição, é só chegar e se apresentar para os organizadores para arriscar alguns acordes e ser a estrela no palco do evento, conta o criador do projeto, o guitarrista Renato Lino. ;Brincamos até que esta será uma edição experimental. Vamos ver o que funciona e abrir para o público, mas a ideia é fazer uma pré-organização pelas redes sociais para as próximas segundas;, explica Lino.

A banda Jam da Floresta, formada em uma iniciativa do gênero no Centro Acadêmico de Engenharia Florestal da UnB, subirá ao palco para divertir a plateia. Embora montar uma espécie de roteiro prévio de quem quer e irá se apresentar no evento seja um desejo dos organizadores, Lino garante que o palco sempre estará aberto para participações de quem chegar na hora ou estiver por lá e se animar. ;Vamos deixar sempre uma janela aberta para esse tipo de participação, que é a nossa motivação inicial;, afirma.

Para Lino, a iniciativa é uma oportunidade de dar espaço para diversos tipos de músicos ; ;tanto bandas que já existem e tocam por aí, quanto bandas que nunca tocarão ou que vão se formar por lá.; A vontade maior do organizador é de que a experiência seja ponto de partida para novas bandas, que se sintam incentivadas a continuar tocando depois da estreia no palco do evento. ;Queremos promover o convívio entre os músicos e esperamos muito que as bandas se façam lá, que comecem ali;, comenta.

Estilo não é problema, segundo os organizadores. O palco está aberto para qualquer ritmo. Vale até simplesmente levar o violão e tocar sua música. ;Sabemos que vai rolar muito cover, mas também queremos deixar aberto sempre para sons autorais e até experimentais. A ideia é propor uma conversa entre os músicos por meio dos seus instrumentos;, explica Lino.

O surgimento de vários eventos explorando a veia artística de músicos e bandas capital têm explicação, segundo Renato Lino. Para ele, os espaços para tocar ao vivo estão menores em grandes eventos, dominados, em geral, por música eletrônica.

;Ter uma banda hoje é quase um movimento de resistência. As pessoas estão buscando uma forma de se apresentar, de vencer essas barreiras. É até uma maneira de responder a essa desvalorização;, acredita.

Lino conta que teve a ideia de criar a A fantástica fábrica de bandas quando foi convidado pelo Club 904 para desenvolver um projeto que ocupasse as segundas no local, assim como o Cineme-se faz às terças (o projeto quinzenalmente abre espaço para debates e exibição de filmes de cineastas locais).

;Sempre quis incentivar bandas, colocar gente para tocar. Essa foi a oportunidade;, afirma. O organizador espera que projetos como esse valorizem o trabalho de artistas de Brasília e da cultura local. ;A ideia é tomar a cultura da cidade;, brinca Lino.

A fantástica fábrica de bandas
Happy-hour com espaço aberto para o público tocar. Toda segunda, a partir das 20h, no 904 Club (Asceb, 904 Sul). Informações: 9988-1889/ 8123-4215.

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