S vê risco para bancos brasileiros

S vê risco para bancos brasileiros

postado em 27/04/2016 00:00

Os bancos brasileiros podem enfrentar um desafio sem precedentes nos próximos anos, segundo a agência de classificação de risco Standard & Poor;s (S). Em relatório divulgado ontem, a agência alerta que as instituições de varejo, podem sofrer problemas se a recessão de agravar e o volume de empréstimos tiver que ser reduzido de forma muito rápida.

Segundo a S, é um risco maior do que o enfrentado pelo sistema financeiro em outros períodos de crise já vividos pelo país, uma vez que a chamada exposição de crédito às grandes empresas ; quanto os bancos têm a receber desses clientes ; é mais alta hoje do que em momentos anteriores. Se a redução dessas posições, ou desalavancagem, no jargão do mercado, ocorrer com velocidade muito grande, os lucros das instituições podem ser comprometidos. O risco é maior para os bancos de pequeno porte, ressalta a S.

;Nos últimos três anos, grandes bancos públicos do Brasil têm sido os únicos que têm contribuído significativamente para o crescimento real do crédito no país. No entanto, essa capacidade tem diminuído rapidamente e o crescimento real do crédito para os bancos públicos, finalmente, tornou-se negativo em janeiro de 2016;, observa o relatório.

;Se o risco de uma recessão mais persistente crescer, então há perigo de um processo de desalavancagem se tornar desorganizado e ocorrer muito rápido para os bancos buscarem contramedidas e sustentarem seus retornos;, disse Edgard Dias, analista de crédito da S. Atualmente, as pressões sobre a qualidade dos ativos dos bancos brasileiros não mostram sinais de flexibilização nesse processo, acrescentou a agência.


  • Rebaixamento

    Em março, a Standard & Poor;s rebaixou a nota de sete bancos brasileiros em escala global e de 13 na nacional, sob a alegação de que a fase de correção mais lenta da política fiscal no país reduz a solvência das instituições financeiras, já que a estagnação deve continuar neste ano. Tais condições, segundo a agência de classificação de risco, contribuem para um maior risco de crédito na economia e para o enfraquecimento do setor corporativo, que vai ;refletir empréstimos inadimplentes;.

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