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postado em 27/04/2016 00:00

Descaso
Não há palavras para adjetivar o descaso governamental com as escolas rurais do DF. Chegou-se ao ponto de oferecer água contaminada a jovens e crianças de Ceilândia que estudam fora do perímetro urbano. A irresponsabilidade do poder público passou dos limites toleráveis. Há 16 meses, o DF está acéfalo. A educação e a saúde mostram o quão é fracassado e despreparado o atual governo para gerir a capital da República. A suspensão dos serviços prestados para manutenção dos poços que ofereciam água à comunidade escolar é prova desse descaso com as comunidades mais probres.
; Filipo Guckeret,
Asa Norte

Bolada
A prisão do ex-senador Gim Argello, pela Operação Lava-Jato, não surpreendeu nenhum brasiliense. Mas o tamanho da possível bolada de R$ 50 milhões, segundo suspeita dos investigadores, que ele teria arrecadado não é coisa de amador, como não é esquema de ;euquipe;. Com ele, mais gente graúda deve estar envolvida no achaque aos empresários. Mas, além do envolvimento de Gim no propinoduto da Petrobras, a polícia deveria investigar a forte suspeita do ex-senador nos esquemas de grilagem de terras públicas no DF e em cidades vizinhas ao DF. Parabéns à coluna Eixo Capital pela excelente cobertura jornalística que desnuda os figurões da política brasiliense.
; José Cristino Vargas,
Noroeste

Meia-entrada
Não se poderia esperar atitude diferente do deputado Rafael Prudente. Ele conseguiu aprovar lei que garante meia-entrada aos profissionais de segurança privada, ramo de atividade empresarial da família. Não que a categoria não mereça. Aliás, o preço dos espetáculos em todo o país deveria ser acessível a todos os trabalhadores. Mas, nesse caso, o que se constatata é o legislador produzir lei para proveito próprio. É a reprodução do comportamento dos tradicionais coronéis que cabrestavam eleitores. Mas o que se pode esperar dos deputados distritais? Nada.
; Emiliano Braga,
Asa Sul

Renúncia
Neste precioso espaço, um leitor cobra grandeza e patriotismo da presidente Dilma Rousseff, no sentido de renunciar ao mandato para que o país saia da crise. Esqueceu-se o missivista de salientar que isso ocorre nos regimes parlamentaristas, em que o primeiro-ministro renuncia, nunca, o presidente, ou o rei, ou o imperador. As renúncias de que se tem notícia no presidencialismo, como a de Nixon, nos Estados Unidos; Collor e Jânio Quadros, no Brasil, ocorreram em momentos cruciais, em que tentaram escapar do processo de cassação dos direitos políticos, os dois primeiros; e em circunstâncias obscuras, alegando pressão de forças ocultas, o terceiro. O ato de renúncia, muito ao contrário do que apregoam alguns, é tido como ato de covardia do mandatário.
; Mário Gonçalves da Silva
Vicente Pires

Parcerias
Propaga-se aos quatro cantos a ideia de que as parceiras público-privadas salvarão o combalido cenário econômico local, reduzindo os custos do erário com a manutenção e a preservação de espaços públicos. Parcerias entre o Estado e a sociedade civil foram adotadas com entusiasmo pelo novo trabalhismo inglês, com consequências desastrosas e nefastas para os serviços públicos (por exemplo, as ferrovias). Numa suposta parceria harmoniosa (?) entre o poder público e o empresário, que colherá os lucros, talvez restará aos cidadãos (consumidores) apenas o sofrimento. É preciso tomar cuidado. Faz-se necessário adequado planejamento e eficiente execução. Para um governo comandado por um partido socialista, a leitura de Chantal Mouffe (;Sobre o político;) deveria ser obrigatória para os responsáveis pelas políticas públicas.
; Carlos Odon Lopes da Rocha,
Sudoeste

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