Maryland renova cadeira no Senado

Maryland renova cadeira no Senado

postado em 27/04/2016 00:00
 (foto: Chip Somodevilla/AFP - 1/6/12 )
(foto: Chip Somodevilla/AFP - 1/6/12 )




Enquanto as prévias de ambos os partidos dominavam o cenário político norte-americano, ontem, eleitores democratas do estado de Maryland tomavam uma decisão considerada ;histórica; por muitos. Paralela à votação para o indicado do partido à presidência, Maryland realizou primárias para a vaga no Senado de Barbara Mikulski, na iminência de se aposentar. Dois candidatos democratas lutavam pelo assento: Chris Van Hollen e Donna Edwards. Negra, mãe solteira, ativista e funcionária pública, Donna viu o sonho de chegar ao Capitólio arruinado pelo rival, que se beneficiou do histórico pessoal e familiar. Filho de um embaixador e de uma funcionária da Agência Central de Inteligência (CIA), Van Hollen estudou em Swarthmore, em Harvard e em Georgetown e ocupou diferentes cargos na Câmara e no Senado de Maryland.

Longe dos padrões do Congresso americano, Donna tinha se lançado com a expectativa de se tornar a segunda afrodescendente a entrar na Casa. ;O Senado tem 100 membros, 20 são mulheres. Não há ninguém como eu lá;, disse ela na semana passada, enquanto defendida a própria candidatura. Nenhuma mulher negra foi eleita para a câmara alta do país desde 1993, quando a senadora Carol Moseley Braun conquistou uma cadeira no Senado. Moseley Braun deixou o cargo em 1999.

Flutuação

Divididos por questões de gênero, raça e classe social, os democratas de Maryland mostraram quão difícil seria a decisão. Pesquisas de intenção de voto divulgadas nos últimos meses indicaram grande flutuação nos possíveis resultados. Elas provaram que, entre mulheres negras, Edwards manteve grande vantagem, enquanto Van Hollen liderava entre eleitores homens e brancos.

Anteontem, o ex-governador de Baltimore Marin O;Malley endossou a campanha de Van Hollen, que contava com o apoio do presidente do Senado estadual, Thomas Miller. Edward recebeu o aval de importantes ativistas e da organização Emily;s list ; rede de suporte a candidatas pró-democracia que atua nos Estados Unidos e em países anglófonos. O posicionamento da organização causou polêmica devido ao amplo trabalho de Van Hollen a favor dos direitos femininos. Por meio de um comunicado, a Emily;s list justificou a decisão, ao afirmar que Edwards tem ;uma voz e uma perspectiva que raramente são ouvidas no Senado;.

A decisão final sobre o próximo representante de Maryland será tomada apenas em 8 de novembro, com as eleições presidenciais. Ao todo, 34 das 100 cadeiras do Senado serão renovadas para um mandato de seis anos, que terá início em 3 de janeiro.

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