Vigilância máxima

Vigilância máxima

postado em 20/05/2016 00:00
Patrulhas reforçadas, revistas aprimoradas e estudo de perfil dos passageiros (profiling), enquanto o uso de câmeras de reconhecimento facial não é implementado: a segurança nos aeroportos foi reforçada em todo o mundo depois dos atentados de Bruxelas, em março, como tem sido na resposta a cada ataque terrorista desde 11 de setembro de 2001.

Após o duplo atentado suicida de 22 de março no aeroporto de Bruxelas-Zaventem, com saldo de 16 mortos, muitos países anunciaram medidas de segurança reforçada. Na Bélgica, o aeroporto da capital introduziu um sistema de pré-filtragem na área externa, com policiais verificando identidades, passagens e bagagens de todos os viajantes, criando longas filas de espera.

Na França, blindados leves foram posicionados nos aeroportos de Roissy e Orly, reforçando os militares já presentes desde os ataques de janeiro de 2015 em Paris. Nos aeroportos da capital francesa, especialistas em análise comportamental, os ;pofilers;, foram encarregados de detectar pessoas com ;comportamento anormal;. Um sistema de reconhecimento facial para controle de passaporte será testado nos próximos meses.

Holanda, Espanha e Portugal anunciaram reforço da segurança, a exemplo do que foi feito nos aeroportos de Gatwick (Londres), Frankfurt e Copenhague. Os Estados Unidos adotaram medidas similares, ;por precaução;, enquanto a China implementou controles de bagagens mais rígidos.

A segurança nos aeroportos foi intensificada de maneira sucessiva a partir dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Foi reforçado também o controle de passageiros e das respectivas bagagens de mão, do correio enviado a bordo, da tripulação e dos funcionários de terra.

A Europa deu um mais um passo no fim de 2011, com a adoção de regras (não obrigatórias) sobre o uso de scanners corporais. Alguns aeroportos estão experimentando, como os de Roissy, Nice, Heathrow (Londres) e Amsterdã. Itália e Alemanha, no entanto, desistiram depois de alguns meses de testes, que se revelaram demasiado sensíveis ou não suficientemente confiáveis.

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