Poder em novas mãos

Poder em novas mãos

Próximo filme da franquia traz um rastro de destruição de mutantes, que, agora, estão sob outro comando

Ricardo Daehn
postado em 20/05/2016 00:00
 (foto: Fox Filmes/Divulgação)
(foto: Fox Filmes/Divulgação)

Crítica X-Men: Apocalipse hhh





Além de se render, Magneto (Michael Fassbender), no mais recente filme assinado por Bryan Singer, se dirige, incrédulo e em pânico, a Deus: ;É isso que eu sou?;. Como antecedente, Magneto traz um rastro de destruição. Acima do arquiinimigo dos X-Men, paira uma ameça de ;fim do mundo;, pelo que detecta a telepata Jean Grey (Sophie Turner, uma atriz sem carisma) na nova produção da Marvel junto à marca da Fox.

Na linhagem dos mutantes, Apocalipse (Oscar Isaac) seria uma espécie de embrião dos seres superdotados que, milhares de anos depois de seu surgimento, estariam espalhados pelo mundo. ;Nunca senti um poder como esse antes;, trata de alarmar o professor Xavier (James McAvoy), ao perceber o perigo que representará a materialização de En Sabah Nur, vulgo Apocalipse.

A bem da verdade, as cenas iniciais de rituais de transferência de poder, em X-Men: Apocalipse, ganham um aspecto gráfico precário. Para compensar, o recrutamento dos integrantes do futuro grupo de heróis é amplo e empolgante, passando por cidades como Ohio, Berlim e países como Polônia e Egito. Numa piada interna ; que remete ao mal-sucedido desfecho da trilogia de X-Men, em 2006 ; alguns personagens do novo filme saem de sessão de O retorno de Jedi, alfinetando: ;O terceiro (filme) é sempre o pior;.

Gente decapitada (em série) e afiados cortes em jugulares, definitivamente, não fazem de X-Men: Apocalipse uma diversão para crianças. Com a desculpa de reestruturar um universo dotado de armas e de falsos deuses, virá o ataque de Apocalipse. Alianças inesperadas enriquecem o longa ambientado no governo de Ronald Reagan, ainda cioso dos soldados enterrados pelo Vietnã.

Entre uma enorme gama de personagens é patente a descarada preguiça de Jennifer Lawrence, escalada como uma Mística que terá cargo de chefia junto aos X-Men. O espírito de união visto nos quadrinhos, porém, fica ressaltado. Ainda que decepcione, Psylocke (Olivia Munn) é outra das mutantes em cena. Vale a ressalva de que falta complexidade em particularizar cada herói. Isso só não se aplica para Mercúrio (Evan Peters), que aparece em overdose e repeteco. Noturno (Kodi Smit-McPhee), em versão emo, e Fera (Nicolas Hoult), no bojo, são alguns destaques.

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