Na estante

Na estante

postado em 20/05/2016 00:00
 (foto: Reprodução/Internet

)
(foto: Reprodução/Internet )



Bagaça
De Bruno Batista. 11 faixas. Independente.
Bruno Batista talvez seja um dos mais escondidos tesouros da música brasileira atual. Nome desconhecido para muitos, o compositor (pernambucano de nascimento, mas criado no Maranhão) é um dos melhores letristas desta geração. Em tempos de música fofa e sem muito a dizer, a poética de Bagaça, quarto disco de Batista, demonstra a força que ainda tem a canção brasileira. Seja nas letras irônicas, seja nos momentos mais intimistas, Batista segue afiado, num disco com poucas faixas abaixo da qualidade alcançada no todo. Turmalina (canção de amor feita para a esposa, repleta de achados poéticos) merece destaque pela interpretação emocionante da cantora Dandara (outra joia) e pelo piano certeiro de Marcelo Jeneci. (Alexandre de Paula ; Especial para o Correio)


É isso que eu faço
De Lynsey Addario. Tradução: Andrea Gottlieb de Castro Neves. Intrínseca, 352 páginas. R$ 69,90.
A fotojornalista norte-americana Lynsey Addario sabia que já havia ultrapassado todos os limites e que já era hora de voltar para casa quando foi sequestrada com mais três repórteres, na Líbia, durante o levante que tirou Muammar Kadafi do poder, em 2011. A repórter, no entanto, não conhecia outra forma de trabalho a não estar onde estavam as guerras e suas milhares de vítimas. É sobre essa necessidade de registrar e contar ao mundo como vivem as populações atingidas pela tragédia da guerra que Lynsey reflete em É isso que eu faço, livro de memórias lançado pela Intrínseca e uma boa lição de jornalismo de guerra. (Nahima Maciel)


Táxi Teerã (Taxi, Irã, 2015)
De Jafar Panahi. Com Panahi e Hana Saeidi. Não recomendado para menores de 10 anos. Imovison, drama, 82 min.
Vencedor do Urso de Ouro no último Festival de Berlim, o longa discute moralidade, numa estrutura de denúncia, mas que vem nutrida por jogos lúdicos e por poesia. No protesto, o diretor investe nos limites entre ficção e realidade, num enredo em que conduz errante táxi por Teerã. A sobrinha do diretor, Hana, uma adolescente-problema, será uma das passageiras do táxi e serve quase como panfleto para expôr as restrições às quais o tio está sujeito. Singela, a fita ganha em poesia e frescor. (Ricardo Daehn)



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